8 de abril de 2023

Inelegibilidade de Bolsonaro seria um marco para a Justiça brasileira, diz Eugênio Aragão

 

Montagem: Jair Bolsonaro e Eugênio Aragão (Foto: Alan Santos/PR | Felipe L. Gonçalves/Brasil247)




247 - O ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão concedeu uma entrevista à TV 247 em que defendeu que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declare a inelegibilidade de Jair Bolsonaro com base na campanha anti-democrática conduzida pelo ex-chefe de governo.

A Corte está avaliando se houve alguma irregularidade cometida por Bolsonaro durante uma reunião realizada em julho do ano passado com embaixadores no Palácio da Alvorada. Durante o encontro, Bolsonaro fez uma série de ataques sem provas às urnas eletrônicas e ao sistema eleitoral brasileiro, o que resultou em uma ação de investigação judicial eleitoral movida pelo PDT. O ministro Benedito Gonçalves, corregedor-geral do TSE, é o responsável pelo caso.

7 de abril de 2023

Governo prepara PEC que proíbe militares da ativa de disputar eleições e ter cargo no Executivo

 

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva tem pronta uma minuta de Proposta de Emenda à Constituição (PEC) proibindo militares da ativa de assumir cargos no Executivo e disputar eleições. O texto deve ser apresentado por um parlamentar “aliado de centro”. A informação é do jornal O Estado de S. Paulo.

De acordo com o diário paulista, que afirma ter obtido a minuta, o texto determina a transferência para a reserva, demissão ou licença ex officio do militar que registrar sua candidatura, independentemente do resultado das eleições.

O texto teria sido preparado pelo Ministério da Defesa, comandado por José Múcio Monteiro, depois de consultar os comandos do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, diz a publicação, que ouviu o ministro. “Houve grande aceitação. Está tudo pacificado”, disse Múcio. O jornal acrescenta que o presidente do Superior Tribunal Militar (STM), Joseli Camelo, afirmou que “lugar de militar é no quartel”.

Desde o início, o objetivo do governo é deixar para trás a politização das Forças Armadas patrocinada por Jair Bolsonaro, que tinha a intenção de dividir os militares, o que em parte conseguiu com seu discurso hostil à democracia e golpista.

Segundo o Estadão, “os fardados não aceitam, porém, mudar o artigo 142 da Constituição”. A bancada do PT na Câmara dos Deputados constrói uma PEC e busca assinaturas para alterar esse dispositivo, muito usado por Bolsonaro e seguidores, para argumentar que as Forças Armadas poderiam exercer um “poder moderador” no país e, em última instância, tutelar os poderes. Confira aqui a íntegra do texto da PEC.

O artigo 142 diz que as Forças Armadas “destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem” – daí o termo “garantia da lei e da ordem” (GLO). O texto da PEC defendida pelo PT tira o caráter dúbio do artigo, e propõe as Forças Armadas “organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob o comando supremo do Presidente da República, (que) destinam-se a assegurar a independência e a soberania do país e a integridade do seu território”.

O artigo 142 e o 8 de janeiro

O artigo 142 era uma justificativa “jurídica” que motivou e deu fôlego à tentativa de golpe do 8 de janeiro, baseada na ideia de provocar o caos para justificar o uso deturpado da operação para garantia da lei e da ordem com base “no 142”, como diziam os bolsonaristas.

“Somos contra o fim da Garantia da Lei e da Ordem porque seria uma medida muito drástica”, declarou o presidente do STM, de acordo com o Estadão. “O que precisamos é investir em segurança. A GLO não é para usar a torto e a direito e não está na Constituição que temos de manter os Poderes sob nossa tutela. As Forças Armadas não têm poder moderador.”

Brasil de Fato

5 de abril de 2023

O ex Presidente Trump agora é RÈU e Bolsonaro presta depoimento a PF hoje (05) de abril

 

Se o destino do  Trump ,ídolo de Bolsonaro ja se encaminha para uma condenação e  ao depor hoje, na Polícia Federal,  Bolsonaro segue o roteiro do destino do ex presidente Americano.

Nessa quarta-feira,  Bolsonaro  e mais  09 outras  pessoas  irão prestar depoimento à Polícia Federal, para explicar os "recebidos"  diamantes durante sua temporada palaciana de 4 anos em Brasília.

A Polícia Federal reforçará a segurança em torno da sua sede, em Brasília, onde o ex-presidente Jair Bolsonaro vai prestar depoimento nesta quarta-feira (5).

  Bolsonaro deverá chegar à sede da PF por volta das 14 horas, acompanhado de dois advogados e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. O ex-presidente não pretende lançar mão do direito de ficar em silêncio, mas, sim, responder as perguntas dos policiais. Parlamentares ligados a Bolsonaro dizem que vão convocar apoiadores dele para marcar presença nas proximidades da PF. 


4 de abril de 2023

A Empresa Aérea Azul anuncia primeiro voo para Cajazeiras e novos voos com destinos diretos para Campina Grande

 


O governador João Azevêdo anunciou, no último final de semana o primeiro voo comercial da Azul Linhas Aéreas para o município de Cajazeiras, no Sertão da Paraíba, e a ampliação de voos para Campina Grande, que será conectada diretamente a estados do Nordeste e ao Sudeste pelo Rio de Janeiro e Belo Horizonte. A definição foi oficializada durante reunião entre o gestor estadual e a direção da empresa, ocorrida no Escritório da Representação Institucional, em Brasília.

De acordo com o chefe do Executivo estadual, o início das operações da Azul no município de Cajazeiras está previsto para junho, com três voos semanais para Recife, Capital de Pernambuco, permitindo a conexão com toda a malha nacional e internacional da empresa, ampliando, desta forma, o serviço no Sertão do estado, que já contempla o município de Patos.

Ele também informou que a Azul reforçará a integração da Rainha da Borborema com demais estados do Nordeste, a partir do lançamento de trechos saindo de Salvador, Fortaleza e Natal. A operação que liga a cidade ao Recife, um dos hubs da Azul e ponto de conexão para outras localidades no Brasil e no exterior já foi dobrada e será ampliada.

Com isso, Campina Grande passará a ter seis destinos diretos. Os novos trechos conectarão a cidade ao Rio de Janeiro, Salvador, Fortaleza, Natal e Belo Horizonte. Os novos voos começam a operar a partir de junho, período de festas e de maior fluxo de visitantes. No ano passado, a Paraíba foi o destino mais procurado na Azul Viagens.

TV Correio da Paraiba

3 de abril de 2023

Lula cita "milagre do crescimento" e diz que Brasil "vai crescer mais do que os pessimistas estão prevendo"

 

O presidente Lula (PT) realizou na manhã desta segunda-feira (3) no Palácio do Planalto uma mega reunião com os setores produtivo e institucional do governo. Na abertura da reunião, ainda na presença de jornalistas, Lula disse não acreditar nas previsões "pessimistas" para a economia brasileira, que falam em um crescimento do PIB menor que 1% em 2023.

"Estou convencido que o país vai dar um salto de qualidade", afirmou o presidente. "Eu disse para o Haddad na semana passada que eu não concordo com as avaliações negativas de que o PIB vai crescer zero não sei das quantas. Vamos ver o que vai acontecer quando a chamada economia micro, pequena e média começar a acontecer nos rincões desse país. Vamos ver o que vai acontecer quando as pessoas começarem a produzir mais, comprar mais, vender mais. A gente vai perceber que a economia vai dar um salto importante. Eu ainda não vou dizer aquilo que eu disse em 2005, que foi motivo de muita chacota por parte da imprensa, quando eu disse ‘o milagre do crescimento’, quando a economia brasileira cresceu 5,8% e a imprensa especializada achava que não ia crescer. Eu acho que a gente vai crescer mais do que os pessimistas estão prevendo. Vai acontecer mais coisa no Brasil do que as pessoas estão esperando. E vai depender muito, mas muito, da disposição do governo. Vai depender muito da disposição e do discurso do pessoal da área econômica, da disposição e do discurso do setor da área produtiva, porque se a gente ficar apenas lamentando aquilo que a gente acha que não vai acontecer... Ninguém vai investir em cavalo que não corre. Se você está em uma corrida de cavalo dizendo que seu cavalo é pangaré, que está cansado, ninguém vai fazer nenhuma aposta. Então nosso papel é apostar que esse país vai dar certo e vai produzir mais do que aquilo que algumas pessoas esperam".

A nova "obsessão" do governo, segundo Lula, é "voltar a fazer esse país crescer". "Se você olhar para a cara do ministro Fávaro, que voltou da China agora com empresários, você vai perceber que ele é 150% de otimismo. Se você olhar para a cara do Haddad depois do marco regulatório que ele fez, olha a cara dele de felicidade, significa que ele está acreditando que vai passar. Nós estamos acreditando que vai passar nossa tão sonhada nova política tributária, estamos achando que vai acontecer tudo aquilo que a gente anunciou de investimento em bolsas de estudo no nosso Ministério da Ciência e Tecnologia, no Ministério da Educação. Estamos acreditando que esse país vai voltar a ser um país em crescimento, em geração de emprego. Essa é nossa obsessão agora. A obsessão do governo agora tem que ser fazer investimentos, criar condições. Estou muito otimista com a proposta de PPP que vamos colocar em discussão. Temos que ter como obsessão fazer esse país voltar a crescer, porque o país crescendo vai gerar emprego, o emprego vai gerar salário, o salário vai gerar aumento de consumo e aí a roda gigante da economia volta a funcionar”.

Na próxima segunda-feira (10), o governo Lula completa seus primeiros 100 dias. O presidente afirmou que até lá todos os programas sociais destruídos pelo governo Jair Bolsonaro (PL) já terão sido relançados e que, a partir daí, novas políticas passarão a ser discutidas. "O objetivo dessa reunião é fazer um levantamento de como está cada ministerio nesse momento, como está preparando suas atividades. Porque na segunda-feira próxima, dia 10, nós vamos ter a reunião dos 100 dias de governo, em que a gente vai não só fazer a avaliação daquilo que nós conseguimos recuperar para colocar em funcionamento - e nem tudo está ainda 100% funcionando, porque quando você decide fazer uma política pública às vezes ela demora para acontecer. Mas nós já recuperamos quase todas as políticas sociais que existiam nesse país e que tinham sido desmontadas pelo governo anterior. Agora elas estão funcionando a todo vapor. Falta ainda o Água para Todos, o Luz para Todos, ainda falta lançar esse programa. Na próxima segunda-feia, ao fazer uma avaliação dos 100 dias, a gente vai ter que anunciar o que a gente vai fazer para frente, porque os 100 dias vão fazer parte do passado. A gente vai ter que discutir o que a gente vai fazer do ponto de vista do investimento na área industrial, na área agrícola, na área de ciência e tecnologia. Tem muita coisa para a gente investir, sobretudo em obras de infraestrutura, tem recurso para que a gente faça os investimentos necessários e nós, então, temos muita obras paralisadas, que muitas começaram e muitas vão começar a partir de segunda-feira, quando os ministros anunciarem o plano de trabalho para depois dos 100 dias".

247

2 de abril de 2023

Jornalista criticou postura da mídia diante das denúncias de Tacla Duran contra Moro e Dallagnol: “demorou quase 24 horas para a Globo suspender a censura”

  

O jornalista Mário Vitor Santos criticou a mídia corporativa, em especial o jornal O Globo, por omitir o depoimento do advogado Tacla Duran, que aponta o ex-juiz parcial e senador Sergio Moro (União Brasil-PR) e o ex-procurador e deputado federal Deltan Dallagnol (Podemos-PR) como extorsionários durante a Lava Jato. Segundo “Demorou quase 24 horas para a Globo suspender a censura sobre o depoimento”, apontou.

“É interessante ver como a censura do conglomerado Globo foi articulada. É como se viesse uma decisão do departamento interno de censura, ou seja, da direção do veículo dizendo assim: ‘sobre Tacla Duran, o depoimento feito ao juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba acusando Deltan Dallagnol e Sérgio Moro de praticarem extorsão e receberem recursos ou diminuirem a multa a ser paga pelo Tacla Duran, esse assunto nós não vamos comentar, não vai existir’. Isso é a demonstração maior do que é o jornalismo corporativo tradicional”.

Segundo Mário Vitor Santos, “mais importante é o que é omitido, o que é cortado do que aquilo que é publicado e veiculado”. 

“É dessa maneira que os editores/censores agem: cortando todo o material que possa ser sensível e contrário aos interesses do veículo, aos interesses políticos. A Folha e o Estadão também omitiram ao enterrar o assunto em páginas internas, sem dar o devido destaque”, finaliza.

247

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