22 de outubro de 2022

Pesquisas internas animam campanha de Lula e confirmam vantagem de seis pontos

 

Depois de dias de preocupação com uma aproximação do presidente Jair Bolsonaro (PL) nas pesquisas, a campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retomou ânimo com base em dados de levantamentos internos e decidiu focar a reta final da disputa pelo Palácio do Planalto nos Estados do Sudeste, de acordo com fontes ouvidas pelas Reuters.

Segundo as fontes, trackings internos da campanha nos últimos dois dias apontam para uma diferença de 6 pontos percentuais entre Lula e Bolsonaro, maior do que a última pesquisa Datafolha, que registrou apenas 4 pontos, o que configura empate técnico no limite da margem de erro.

Os mesmos trackings apontam ainda que Lula tem uma vantagem de 4 a 5 pontos em Minas Gerais, ao contrário do que diz Bolsonaro, que afirma ter virado o placar em Minas depois da vitória de Lula no Estado no primeiro turno.

No Nordeste, segunda região mais populosa do país, Lula manteria a larga vantagem que obteve no primeiro turno, mesmo depois de investidas bolsonaristas.

Os números internos normalmente não são usados externamente pelo PT, mas vazaram até como estratégia do partido para acalmar o clima de apreensão que havia começado a se instaurar entre a militância após as últimas pesquisas.

Decisões positivas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra notícias falsas que atingiram a campanha e dando direito de resposta a Lula em inserções que pertenciam a Bolsonaro, além da boa repercussão de algumas ações da campanha, deram também um ânimo extra à militância. No caso das inserções, a decisão foi suspensa, mas pode voltar depois da análise pelo plenário do TSE  hoje sábado (22).

Nessa reta final, a nove dias da eleição, a intenção é fortalecer e reorganizar a militâncias nas redes e também nas ruas. No domingo, o ex-presidente tem um segundo encontro com influenciadores digitais sobre produção de conteúdos para esses últimos dias.

Uma campanha televisiva de ataques a Bolsonaro, incluindo o caso das meninas venezuelanas --em que o presidente usou a expressão "pintou um clima" ao comentar encontro com jovens de 14 e 15 anos--, e sua defesa do ditador paraguaio Alfredo Stroessner, também acusado de pedofilia, irá continuar, mas Lula não quer ficar respondendo acusações e notícias falsas criada pela campanha rival.

"Eu tenho dito que a gente não pode entrar no jogo rasteiro do Bolsonaro. A gente não pode ficar respondendo as bobagens que ele fala. É tudo que ele quer", disse Lula durante entrevista em Juiz de Fora (MG) ontem, sexta.

MINAS E SÃO PAULO

Lula vai concentrar os últimos dias em Minas Gerais e São Paulo. Nesta sexta, o ex-presidente foi a Juiz de Fora e Teófilo Otoni, e no sábado irá à zona metropolitana de Belo Horizonte. Na quarta-feira, a senadora Simone Tebet (MDB), terceira colocada no primeiro turno da disputa pelo Planalto, voltará ao Estado para fazer campanha em nome do ex-presidente.

Considerado um retrato do Brasil e segundo maior colégio eleitoral do país, Minas guarda o histórico de, desde a redemocratização, quem venceu ali venceu também a eleição nacional. No primeiro turno, Lula ganhou, por uma margem apertada.

As duas campanhas investiram pesado no Estado nesse segundo turno, com Bolsonaro obtendo o apoio do governador reeleito, Romeu Zema (Novo). No entanto, uma boa parte dos eleitores de Zema votaram em Lula na eleição nacional.

Perguntado sobre o que faria para tentar diminuir uma diferença de votos no Sudeste de 7 pontos percentuais, apontada pelo último Datafolha, Lula respondeu nesta sexta: "É por isso que estou aqui em Juiz de Fora, amanhã vou à zona metropolitana. Vim aqui pegar essa força de vocês. Nós vamos ganhar em Minas", disse.

O ex-presidente encerrará a campanha com um ato em São Paulo na quarta-feira -- último dia em que comícios são permitidos. Antes, na segunda, terá um ato em defesa da democracia também em São Paulo, para o qual chamou nomes como Henrique Meirelles, em mais uma tentativa de mostrar que conseguiu montar uma frente ampla em apoio a sua candidatura.

Uma preocupação que permanece é a do risco de abstenção alta nesse segundo turno, e que pode afetar diretamente a votação de Lula, mais concentrada na população de baixa renda. Uma ação impetrada pela Rede e pelo PSOL conseguiu que o Supremo Tribunal Federal (STF) garantisse a liberação pelas prefeituras de transporte público gratuito no dia da eleição, mas Lula tem enfatizado a necessidade da militância trabalhar para evitar que as pessoas deixem de votar, seja qual for o motivo.

21 de outubro de 2022

Ministra suspende a concessão de 164 direitos de resposta à campanha de Lula



A campanha de Lula teve suspensa a decisão que lhe concederia o direito de resposta de 164 inserções de 30 segundos na propaganda partidária de Jair Bolsonaro. A decisão é da ministra Maria Cláudia Bucchianeri.

A magistrada determinou que o plenário do TSE deve analisar o caso. A reversão na própria decisão se deu após a apreciação dos embargos de declaração opostos pela campanha do candidato do PL.

“Nesse contexto, recebo os presentes embargos declaratórios como recurso inominado […] e a ele atribuo, excepcionalmente, eficácia suspensiva, até respectiva análise colegiada.”

Um dia antes, na quarta-feira (19), a mesma ministra havia concedido os direitos de resposta a favor de Lula pela compreensão de que, em 164 vezes, a campanha bolsonarista veiculou fatos sobre o ex-presidente “sabidamente inverídicos por descontextualização”.

Bucchianeri citou, como exemplos, a propaganda que dizia que Lula teria tido a maior votação em presídios e outra, em que o petista intercede junto a Fernando Henrique Cardoso pela libertação dos sequestradores de Abílio Diniz.

 A campanha de Lula teve suspensa a decisão que lhe concederia o direito de resposta de 164 inserções de 30 segundos na propaganda partidária de Jair Bolsonaro. A decisão é da ministra Maria Cláudia Bucchianeri.

A magistrada determinou que o plenário do TSE deve analisar o caso. A reversão na própria decisão se deu após a apreciação dos embargos de declaração opostos pela campanha do candidato do PL.

Mesmo entendendo que a medida usada pelos advogados do concorrente a reeleição não fosse a mais adequada, ela acolheu o pedido como sendo um recurso inominado e, a partir desse entendimento, manifestou-se assim:´

“Nesse contexto, recebo os presentes embargos declaratórios como recurso inominado […] e a ele atribuo, excepcionalmente, eficácia suspensiva, até respectiva análise colegiada.”

Um dia antes, na quarta-feira (19), a mesma ministra havia concedido os direitos de resposta a favor de Lula pela compreensão de que, em 164 vezes, a campanha bolsonarista veiculou fatos sobre o ex-presidente “sabidamente inverídicos por descontextualização”.

Bucchianeri citou, como exemplos, a propaganda que dizia que Lula teria tido a maior votação em presídios e outra, em que o petista intercede junto a Fernando Henrique Cardoso pela libertação dos sequestradores de Abílio Diniz.


20 de outubro de 2022

Ex-presidente participou de caminhada e ato com milhares de pessoas, defendeu a democracia e disse que estado não deve eleger o bolsonarista Onyx Lorenzoni (PL)



 Em mais uma etapa de sua jornada pelo país neste segundo turno, o ex-presidente Lula (PT) esteve em Porto Alegre nesta quarta-feira (19), juntamente com seu candidato a vice, Geraldo Alckmin (PSB). Ambos participaram de uma caminhada que reuniu milhares de pessoas e percorreu ruas do centro, terminando com ato político na Praça da Matriz. Pouco antes do ato, houve coletiva de imprensa com Lula e Alckmin.

 

Nas duas ocasiões, Lula se solidarizou com o cantor Seu Jorge, que sofreu racismo durante show realizado no sábado (15), em clube na capital gaúcha. “Não podemos aceitar o racismo de jeito nenhum”, disse Lula, completando que “a escravidão acabou há muito tempo”. Lula disse ainda que o crime de racismo não reflete a posição do povo gaúcho ou porto-alegrense, mas “de uma minoria que não sabe respeitar a democracia, os trabalhadores, negros e índios”. 

O ex-presidente lembrou ainda do caso do humorista Eddy Júnior, que também sofreu racismo na noite desta segunda-feira (17) em São Paulo. Lula defendeu que a Constituição já estabelece que o racismo é crime e que é preciso punir quem o comete, assim como é necessário mudar a cultura do preconceito e da discriminação por meio da educação. 

Lula ainda criticou Bolsonaro pela utilização da máquina pública de maneira “jamais vista neste país” e com “a maior desfaçatez”. Para ele, isso reflete “certo desespero”. Lula disse ainda que está confiante de que “a sociedade está madura e sabe da necessidade de retomarmos a democracia”. 




Ações e propostas

Aos jornalistas, Lula também falou sobre as ações de seu governo em benefício do agronegócio, como a Medida Provisória 432/08 que, afirmou, possibilitou a securitização e a negociação de uma dívida de quase R$ 75 bilhões do setor. Ele também lembrou que em seu governo, a taxa de juros para o financiamento de maquinários agrícolas de grande porte girava em torno de 2%, e hoje, no governo Bolsonaro, a taxa é de 18%. Ele defendeu a preservação dos biomas brasileiros contra a ocupação desordenada e o uso adequado da biodiversidade na área de fármacos e cosméticos. Disse ainda que “cuidar do clima hoje é tão importante quanto qualquer outra atividade econômica”. 

Outro ponto destacado por Lula foi a defesa dos trabalhadores. Ele salientou que é preciso haver novas regras que garantam direitos e segurança, sobretudo para os que hoje exercem funções precárias, desprovidas de qualquer tipo de cobertura social, como entregadores e motoristas de aplicativos e pessoas que vivem de bicos. “Quem trabalha precisa ter a tranquilidade de saber que se algum dia tiver algum problema, terá um sistema de seguridade para proteger a ele e a sua família; não é normal abandonar trabalhador à própria sorte”, enfatizou.

Lula também propôs que os bancos públicos viabilizem empréstimos para micro e pequenos empreendedores. E lembrando da proposta feita pela senadora Simonte Tebet (MDB-MS), disse que quer implantar a igualdade salarial entre mulheres e homens. 

Outros pontos caros à agenda do ex-presidente, como o combate à fome e à miséria, o fortalecimento dos investimentos do Estado como indutor do desenvolvimento e gerador de empregos, a educação e a valorização do salário mínimo também pautaram suas falas em Porto Alegre. 

O candidato a vice de Lula, o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, declarou que “o Brasil não quer ódio, quer paz; não quer fome, quer emprego; não quer desmatamento, quer preservar a nossa casa comum; quer educação de qualidade; não quer negacionismo de vacina e 687 mil mortos, quer vida, SUS forte e saúde. Por isso, estamos juntos nessa grande frente por nosso país”. 

O ato contou ainda com as presenças da ex-presidenta Dilma Rousseff; do ex-governador gaúcho Olívio Dutra; do senador Paulo Paim, da vice-presidenta do PCdoB, Manuela d’Ávila, dos deputados federais Maria do Rosário e Paulo Pimenta (PT); do deputado estadual Edegar Pretto (PT) e da deputada federal eleita e vereadora Daiana Santos (PCdoB), entre outras lideranças dos partidos que compõem a frente de apoio a Lula, como PSB, PDT, PV, PSol e Rede.


19 de outubro de 2022

A nova iluminação da entrada da cidade de Água Nova ofusca de vez a escuridão



 O Prefeito Ronaldo Sousa , publicou na manhã dessa quarta-feira , (19) , imagens do antes e  depois da nova iluminação  na entrada da cidade de Água Nova.

 Realmente, podemos verificar, quanta diferença! 

18 de outubro de 2022

Ipec: Lula tem 54% dos votos válidos e Bolsonaro, 46%

 

O ex-presidente Lula (PT) tem 50% das intenções de voto para o segundo turno da eleição presidencial, informa pesquisa Ipec divulgada nesta segunda-feira, 17. Jair Bolsonaro (PL) tem 43%. Brancos e nulos somam 5% e 2% não sabe.

Considerando os votos válidos, isto é, sem contar brancos e nulos e indecisos, como contabiliza o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula vence a eleição com 54% contra 46% do seu adversário.

Na pesquisa anterior, Lula tinha 51% e Bolsonaro, 42%, nos totais. Nos votos válidos, o ex-presidente petista tinha 55% contra 45% do seu adversário.No novo levantamento, Lula tem 68% (-2) no Nordeste contra 28% (+2) de Bolsonaro. No Norte/Centro-Oeste, os resultados ficaram os mesmos: Bolsonaro com 52% contra 42% de Lula. No Sudeste, o candidato do PL cresceu dois pontos e foi para 46%, enquanto o candidato do PT perdeu 4 pontos e foi para 44%. Já no Sul, Bolsonaro perdeu 4 pontos e foi para 52%, enquanto Lula cresceu dois pontos e foi para 39%.

17 de outubro de 2022

AtlasIntel: Lula venceu debate para 54% dos eleitores pesquisados

 

Durante o debate entre os candidatos à Presidência da República realizado pela Band e um grupo de veículos de imprensa nos estúdios da emissora, a AtlasIntel reuniu 100 eleitores que não votaram em Lula nem em Bolsonaro para uma pesquisa. A maioria, 54%, considera que Lula ganhou o debate. Outros 32% acham que Bolsonaro ganhou, e 14% não souberam responder.

Esse resultado se mantém tanto para eleitores que votaram em Tebet, Ciro, ou outros candidatos, incluindo quem votou branco/nulo e quem não votou. Todos esses grupos concordam que Lula venceu o debate.

De acordo com a AtlasIntel, o estudo se baseia na opinião de 9 grupos focais e a amostra não é representativa. Assim, não seria possível afirmar que 54% dos eleitores indecisos avalia que Lula venceu. Por outro lado, é um dado importante para informar as análises sobre o debate. Análises subjetivas e baseadas apenas na opinião do analista tendem a ser enviesadas, especialmente quando a avaliação vem de eleitores que votaram num dos dois candidatos.

Os participantes foram divididos em 9 grupos focais de acordo com os estados onde residem:

  • Paraná/Santa Catarina
  • Rio Grande do Sul
  • Rio de Janeiro
  • São Paulo
  • Minas Gerais
  • Tocantins
  • Bahia
  • Acre
  • Mato Grosso/Mato Grosso do Sul

O debate foi realizado pelo pool de empresas formado pela emissora do Morumbi, o portal UOL e a TV Cultura, de São Paulo.

16 de outubro de 2022

Bolsonaro é desmentido por Venezuelana que diz não ter havido prostituição de menores na casa que ele visitou



A fala de cunho pedófilo de Jair Bolsonaro, em que ele disse que 'pintou um clima' entre ele e uma menina de 14 anos, foi refutada por uma venezuelana que estava presente no dia. "Uma das venezuelanas visitadas pelo candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) em São Sebastião, região administrativa do Distrito Federal, em 2021, rechaçou a fala do presidente sobre ter encontrado adolescentes vindas da Venezuela 'arrumadas para ganhar a vida', insinuando prostituição infantil", aponta reportagem do Uol.

Segundo a mulher, no dia em que Bolsonaro fez a visita, estava acontecendo uma ação social para refugiados no local. "Não tem nada a ver com o que ele está falando agora", diz a venezuelana, que pediu para ter seu nome preservado.

Em entrevista ao podcast 'Paparazzo rubro-negro' nesta sexta-feira (14), Jair Bolsonaro (PL) afirmou que, quando visitava uma comunidade, já como presidente da República, encontrou meninas de "14 ou 15 anos", "bonitas", "arrumadinhas". Na sequência, ele afirmou que "pintou um clima" e entrou na casa que, ao que tudo indica, explorava a prostituição infantil.


Comunicamos que estamos em manutenção

  Estamos melhorando a roupagem do Blog !  Em breve estaremos de volta . Agradecemos   compreensão !