29 de janeiro de 2022

Bolsonaro cometeu crime de responsabilidade de forma acintosa e deliberada

 


A desobediência de Bolsonaro  à ordem do STF tem precisamente este objetivo; a intenção de causar grave conflito institucional.

Bolsonaro cometeu, de maneira acintosa e deliberada, um crime de responsabilidade.

Tudo premeditado por ele e pelo oculto – mas nem por isso menos determinante e poderoso – partido dos generais.

A desobediência de Bolsonaro à ordem do STF é crime de responsabilidade na veia. Um crime praticado de maneira desafiadora e provocativa contra outro poder de Estado, o judiciário, para causar impasse.

De tão acintoso; de tão escarrado e cuspido, é impossível não se concluir que Bolsonaro e suas instituições milicianizadas, como a AGU agiram de propósito, para causar confusão processual e, principalmente, política. Apostam no tumulto.

Uma hipótese a ser considerada é que, no fundo, o que Bolsonaro e seu núcleo civil-militar mais querem é que seja aberto o processo de impeachment contra ele.

Nesta jogada, até ficaria difícil para Arthur Lira, que disputa com Augusto Aras o título de colaboracionista-mor do fascismo, sentar-se em cima de um pedido protocolado pelo Supremo. Até isso pode estar no cálculo do Planalto e do partido dos generais.

Não se pode descartar, neste sentido, que os “estrategistas do caos” criaram até um pretexto “irresistível” para Lira “não ter como evitar” o impeachment. Porque no caso concreto, o impeachment serve como o combustível propulsor da guerra que o bolsonarismo e suas milícias – tanto as oficiais como as paraestatais – planejam promover em busca do Capitólio para chamarem de “seu”.

Com o impeachment provocado intencionalmente, eles ganham discurso eleitoral para fidelizar a malta. E, com a retórica delirante, passam a incita essa malta para a guerra ao estilo “Capitólio de Brasília”, conforme comentado no artigo Assim como para Trump, para Bolsonaro também interessa o caos” – aqui.“Assim como para Trump, para Bolsonaro também interessa o caos”.

O que Bolsonaro mais quer é colocar a bola no campo de jogo dele e do seu bando, que é o campo minado da disseminação do ódio, da violência, do caos, das mentiras e do tumulto.


Uma vez instalado o caos por eles mesmos – por Bolsonaro e militares – eles escalarão dentre eles mesmos os pseudo-bombeiros – alguns deles, inclusive, simulando falsa-dissidência – para apagarem o incêndio causado de propósito por eles próprios. Parece uma explicação redundante e meio circular, mas é assim mesmo.

A desobediência do Bolsonaro é crime de responsabilidade na veia, e ele o cometeu deliberadamente, para obrigar o sistema político-jurídico a agir como corresponderia agir neste caso, que seria a abertura de processo de impeachment. Assim, ele faria do seu “martírio” a conclamação épica à malta fascista.

A menos de 9 meses da eleição de outubro, neste cenário perturbador e de incertezas sobre os riscos ao pouco que ainda resta de democracia no Brasil, é preciso evitar cair nas armadilhas do Bolsonaro, do partido dos generais e do bolsonarismo.

Dentro das regras do pouco que ainda resta de legalidade e de democracia no Brasil, nada – salvo uma confusão pretextada por Bolsonaro e militares golpistas – poderá impedir a eleição do Lula; que, inclusive, tem enorme possibilidade de acontecer já no primeiro turno.

Bolsonaro armou uma armadilha para tentar alterar o rumo da história. É preciso atenção para não cair nela.

Jeferson Miola


28 de janeiro de 2022

O Ministro Alexandre de Moraes ordena que Bolsonaro preste depoimento à Polícia Federal hoje



 O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou que o presidente Bolsonaro (PL) compareça pessoalmente à Superintendência da Polícia Federal, hoje, sexta-feira (28).  Ele deverá prestar depoimento sobre vazamento de documentos sigilosas em uma das investigações da PF.

A Advocacia-Geral da União (AGU) havia enviado um pedido para que Bolsonaro não comparecesse ao depoimento, que se venceria na próxima sexta-feira. No entanto, Moaraes não atendeu e pediu que o presidente comparecesse pessoalmente no dia e horário marcados.

“Em momento algum, a imprescindibilidade do absoluto respeito ao direito ao silêncio e ao privilégio da não autoincrimnação constitui obstáculo intransponível à obrigatoriedade de participação dos investigados nos legítimos atos de persecução penal estatal ou mesmo uma autorização para que possam ditar a realização de atos procedimentais ou o encerramento da investigação, sem o respeito ao devido processo legal”, escreveu o ministro.


26 de janeiro de 2022

Professores se mobilizam para a luta do reajuste dos 33% que é direito garantido em Lei

 

Se BOZONAZI se recusar a reajustar o piso do magistério, que está calculado em aproximadamente 33% , ele vai arrumar uma treta grande com uns 2 milhões de profs do ensino básico, se a gente se organizar direitinho, tiramos ele fora- 2022 tem eleições.

Juliano Farias

25 de janeiro de 2022

Após testar positivo para Covid, Olavo de Carvalho o Guru de Bolsonaro morre, aos 74 anos

 

O perfil verificado de Olavo de Carvalho no Instagram anunciou na madrugada desta terça-feira (25) a morte do guru do bolsonarismo na noite de segunda-feira (24). Ele tinha 74 anos e deixa esposa, oito filhos e 18 netos.

"Com grande pesar, a família do professor Olavo de Carvalho comunica a notícia de sua morte na noite de 24 de janeiro, na região de Richmond, na Virgínia, onde se encontrava hospitalizado", diz a nota, que não cita a causa da morte.

Em 16 de janeiro ele havia anunciado ter testado positivo para Covid-19. Por causa da doença, ele chegou a cancelar as aulas de seu curso online.

24 de janeiro de 2022

Bolsonaro não perde a oportunidade de ficar calado, e despeja barbaridades diárias

 

Atropelado pela pandemia da Covid-19, que menosprezou desde o início, ecoando seu ídolo Donald Trump, o presidente Jair Bolsonaro vem fazendo um governo medíocre, com a inflação na casa de dois dígitos, desemprego altíssimo e a economia com fraco desempenho. As consequências do seu negacionismo vieram depois, diria o Barão de Itararé, editor do satírico jornal “A Manhã”, que, de tanto ser empastelado ou agredido por políticos e acólitos de autoridades descontentes com suas ferinas observações, pôs uma placa na entrada da redação: “Entre, sem bater”. Correndo atrás do prejuízo de ter perdido (como indicam as pesquisas) quase metade do seu cacife eleitoral conquistado em 2018, Bolsonaro virou o ano disposto a abrir o “saco de bondades” para tentar reconquistar eleitores até 2 de outubro de 2022.

Premido pelo calendário eleitoral, que botou na rua quando já se candidatou em 2019, já empossado, à reeleição, que prometeu cancelar, já se considerando em campanha, Bolsonaro não perde a oportunidade de perder uma oportunidade de ficar calado e despeja barbaridades diárias em suas aparições públicas, em “lives” ou em postagens nas redes sociais. Sobretudo as redes que não evitam “fake news”, como o "Telegram". As redes sujeitas ao controle social e das autoridades judiciais já baniram várias de suas postagens, com conteúdos absurdos ou mentirosos. Mesmo na dúvida de que foi o próprio presidente o autor das postagens, pois seu filho 02, o vereador carioca, Carlos Bolsonaro (Republicanos), que dá expediente no Palácio do Planalto e vai ser o coordenador de marketing da campanha, tem acesso direto aos domínios do pai-presidente nas redes sociais, o Supremo Tribunal Federal e o Tribunal Superior Eleitoral têm distribuídos cartões amarelos e advertências ao presidente da República por fazer de palanque eleitoral qualquer ato administrativo.

Responsável pelo inquérito das “fake news”, o ministro Alexandre Moraes, do STF, advertiu o presidente esta semana pelo uso dos canais oficiais da EBC para fazer propaganda e atacar os futuros adversários nas eleições. É muito importante que Moraes, que já integra o colegiado do TSE, atualmente sob o comando do ministro Luís Roberto Barroso, e que irá assumir o posto a partir de agosto e presidir o processo eleitoral, já demarque o terreno do que pode ou não se pode fazer na campanha. É mais ou menos como o juiz que chama os capitães ao centro do campo, antes do cara ou coroa para ver quem dá a saída ou quem escolhe o campo (no 2º tempo a força da torcida é fator crucial) e estabelece as regras de convivência em campo.

 Jornal do Brasil

23 de janeiro de 2022

Média de mortes dobra mais uma vez, com 358 registros em 24h

 

O Brasil registrou neste final de semana 166.539 novos casos conhecidos de covid-19 em 24 horas, chegando ao total de 23.751.782 diagnósticos confirmados desde o início da pandemia, segundo dados do Ministério da Saúde.

Com isso, a média móvel de casos nos últimos 7 dias foi a 118.840 – a maior marca registrada até aqui, conforme cálculos do consórcio da imprensa. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de +296%, indicando tendência de alta nos casos da doença.

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