23 de maio de 2020

Prefeito Ronaldo Sousa concede entrevista na Rádio Cultura em Pau dos Ferros

O Jornal a Folha de São Paulo descobre que Bolsonaro Mente

O jornal Folha de S. Paulo, que ajudou a eleger Jair Bolsonaro, ao proibir seus jornalistas de qualificar o candidato fascista como representante da extrema-direita e ao atacar continuamente o PT - fazendo, inclusive, campanha a favor da prisão de Lula - soltou um editorial extraordinário na tarde deste sábado, 23, em que afirma que o presidente mente.
“O registro da reunião ministerial de 22 de abril, cuja divulgação foi liberada por decisão de Celso de Mello, decano do Supremo Tribunal Federal, na sexta-feira (22), traz novas evidências conclusivas sobre o que já se suspeitava: o presidente Jair Bolsonaro mente”, afirma o artigo, que não poupou críticas a ele.
Depois do vídeo divulgado nesta sexta-feira, 23, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a Folha disse que a versão bolsonarista sobre a interferência na Polícia Federal “torna-se completamente inverossímil”.
Para o jornal, “tudo o que ocorreu depois da reunião se encaixa na narrativa do ex-juiz Sergio Moro”. “Não há dúvidas de que o presidente trata da PF, um órgão de Estado, quando promete ir até o fim para fazer valer a sua vontade antes que a sua família seja atingida”, diz a matéria. O argumento se refere à declaração de Bolsonaro de que não vai esperar “foder” sua família.
O artigo também diz que o encontro dos ministros entrará para a história da república brasileira “como um dos episódios mais execráveis do exercício do poder presidencial”, afirmando que os atos e falas do presidente ‘vilipendia’ a democracia brasileira.
Isso apenas para citar algumas das críticas que a Folha fez a Bolsonaro. O jornal que ajudou a elegê-lo parece ter “descoberto” que - como afirmam - “Jair Bolsonaro mente” e é nocivo à democracia.

Brasil passa Rússia e é segundo país com mais casos de Covid-19 no mundo

ilustração coronavírus teste
O Brasil passou a Rússia e é o segundo país com mais casos de Covid-19 no mundo, segundo o balanço divulgado pelo Ministério da Saúde na noite desta sexta-feira (22). O número de novas mortes confirmadas ficou acima de mil pelo segundo dia consecutivo, com 1.001 novos registros, elevando o total para 21.048. 
O país confirmou 20.803 novos casos, maior número para um único dia, e chegou a um total 330.890 diagnósticos da doença do novo coronavírus.
Segundo a Universidade Johns Hopkins, este número coloca o Brasil atrás apenas dos Estados Unidos, que possuem 1,59 milhão de casos. Em terceiro, fica agora a Rússia, com 326.448 casos confirmados.
cnn

22 de maio de 2020

Assista ao vídeo da reunião ministerial que pode derrubar Bolsonaro


Ministro pede apreensão dos celulares de Bolsonaro e de Carlos Bolsonaro

Celso de Mello, Jair Bolsonaro e Sérgio Moro

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, apertou o cerco contra o clã Bolsonaro e pediu a apreensão dos celulares de Jair e Carlos Bolsonaro, no inquérito sobre a interferência do governo na Polícia Federal, que provocou a demissão de Sergio Moro.
247

Rodrigo Maia faz de conta que nem viu os 35 pedidos de impeachment contra o presidente

Maia não deu, até agora, o menor cabimento aos 35 pedidos de impeachment do presidente protocolados na Câmara.
Pelas notas da coluna Radar, da Veja que estará nas bancas a partir deste sábado, Maia está literalmente na mão do presidente, indicador de Augusto Aras para o cargo de Procurador Geral da República.
Além de Rodrigo, o pai dele, ex-prefeito do Rio de Janeiro e ex-deputado federal César Maia, foi acusado pela Polícia Federal de 3 crimes por repasses da Odebrecht.
À época, um inquérito enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) apontou indícios de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica eleitoral.
Então…
Disse Thaisa Galvão!

21 de maio de 2020

Enem será adiado em pelo menos um mês, anuncia governo

Sob pressão, governo Bolsonaro recua e anuncia adiamento do Enem ...
O governo federal anunciou nesta quarta-feira (20) que o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) será adiado em pelo menos 30 dias devido ao impacto da pandemia de Covid-19. A decisão concretiza uma mudança de posição do governo, adotada depois que lideranças do Congresso sinalizaram ao poder Executivo que aprovariam o adiamento. 
Segundo nota oficial do Inep, órgão do Ministério da Educação responsável pela aplicação da prova, "as datas serão adiadas de 30 a 60 dias em relação ao que foi previsto nos editais." 
cnn

Mandetta denuncia: Bolsonaro quis alterar a bula da cloroquina

O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta afirmou que Jair Bolsonaro tentou obrigá-lo a mudar a bula da cloroquina para o medicamento ser indicado ao tratamento de pacientes diagnosticados com coronavírus, mesmo sem comprovação científica. 
"Me pediram para entrar numa sala e estavam lá um médico anestesista e uma médica imunologista. [...] E a ideia que eles tinham era de alterar a bula do medicamento na Anvisa, colocando na bula indicação para Covid”, afirmou Mandetta. 

A cloroquina ganhou destaque no noticiário nacional, após ser defendida por Bolsonaro. A Apsen é a empresa farmacêutica responsável pela produção do remédio composto por hidroxicloroquina tem como dono um eleitor bolsonarista, o empresário Renato Spallicci.
A denúncia de Mandetta aumenta ainda mais a pressão em cima de Bolsonaro. Ele já descumpriu recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), ao comparecer a manifestações de rua, enquanto a entidade pede que as pessoas evitem aglomerações para diminuir a propagação do coronavírus. 
Na tentativa de atender ao lobby empresarial, Bolsonaro também pediu a reabertura de algumas atividades econômicas. Já Mandetta deixou o cargo por discordâncias sobre o gerenciamento da crise da Covid-19. Diferentemente do seu ex-chefe, o ex-ministro defendia o isolamento social como uma das principais medidas de combate à doença. 
De acordo com a plataforma Worldometers, que disponibiliza o ranking mundial dos casos da Covid-19, o Brasil ocupa a terceira posição, com 293 mil confirmações, atrás dos Estados Unidos (1,5 milhão) e da Rússia (317 mil). Os brasileiros também ficam em sexto lugar no ranking de mortes provocadas pela doença (18,8 mil). 
Em nível global são pelo menos 5,1 milhões de infectados e 330 mil mortos pela doença.
247

20 de maio de 2020

Publicado no Diário Oficial do Estado a prorrogação do isolamento social do RN até 4 de junho





Mortes esperando teste para Covid-19 chegam ao maior número em pandemia

ilustração vermelha coronavírus
O boletim diário do Ministério da Saúde com a atualização do panorama da pandemia da Covid-19 traz um fator de preocupação para as próximas etapas da pandemia do novo coronavírus: O número de mortes em investigação chegou ao maior patamar desde que a divulgação começou a ser feita diariamente, há cerca de um mês.
De acordo com o panorama, há 3.319 mortes registradas no país que são suspeitas de relação com a Covid-19. Pelo procedimento divulgado, estas são as mortes que estão aguardando um resultado laboratorial que confirme que o paciente falecido estava infectado com o novo coronavírus.
Diariamente, desde 23 de abril, o ministério divulga um número fechado de quantas mortes foram confirmadas em um período pelas secretarias de saúde. Apenas nos dias 24 de abril e 11 de maio os dados não foram informados.
O balanço de terça-feira (19) registrou o maior número de mortes em investigação desde o início da pandemia, 1.179 mortes confirmadas, elevando o total de vítimas fatais para 17.971.
No entanto, como os técnicos diariamente ponderam, as mortes informadas neste boletim são aquelas que foram confirmadas nas 24 horas anteriores pelas secretarias estaduais de Saúde, independentemente da data em que tenham ocorrido. Essas mortes podem ser de pacientes que já tinham o diagnóstico para Covid-19 e faleceram ou de pessoas que morreram e posteriormente as secreções corporais são levadas para análise laboratorial.
cnn

Globo finge que não sabia quem era Bolsonaro e agora denuncia "estelionato eleitoral"

 "Para quem se elegeu com um discurso visceral contrário à 'velha política', a perspectiva para Jair Bolsonaro é se constituir num estrondoso estelionato eleitoral", aponta editorial do jornal O Globo desta quarta-feira. "Agora, ao confiar o respaldo parlamentar do seu governo ao centrão e a políticos em geral especializados em vender apoio em troca de cargos e orçamentos, Bolsonaro radicaliza o seu processo de metamorfose para mostrar quem verdadeiramente é", aponta o editorialista, como se o próprio Globo não soubesse quem Bolsonaro, político do Rio de Janeiro, verdadeiramente é.
"Bolsonaro começa a ficar parecido com Michel Temer (2016-18) e Collor (1990-1992), dois presidentes que se recolheram para montar barricadas de defesa em meio a um intenso toma lá dá cá, como o que o governo começa a praticar com o centrão e aparentados", aponta o editorial.

19 de maio de 2020

O Manifestante que subiu em um carro de Som em Brasilia que chamou a governadora Fatima de traficante foi obrigado pelo juiz a se retratar e apagar das redes sociais

Justiça manda médico bolsonarista apagar vídeo com agressões à ...

Em decisão interlocutória, o juiz do Distrito Federal Giordano Resende Costa, mandou o médico potiguar Nelson Geraldo Freire Neto, com atuação na capital federal, apagar de suas redes sociais as agressões feitas à governadora Fátima Bezerra.
Sem ter o que fazer e talvez na tentativa de sair do ostracismo e ser ‘bem visto’ pela turma do Palácio do Planalto, o primo do ex-governador Fernando Freire e do ex-deputado Nelson Freire, num dos movimentos em favor de Jair Bolsonaro em Brasília, chamou a governadora do Rio Grande do Norte, entre outras coisas, de “traficante de drogas”.
Na decisão, o juiz da 4ª Vara Cível de Brasília, afirma que “A situação exposta na inicial é surreal, pois temos um cidadão que sobe num carro de som e brada para o
público que lá estava, ser a Governadora uma traficante (1 tonelada de droga), uma macumbeira e ser uma
pessoa que faz vodu para o Presidente.
Se não bastasse dizer em voz alta, o requerido ainda conseguiu registrar e divulgar as informações por
meio das redes sociais.”
A ação impetrada na Justiça do Distrito Federal foi assinada por um grupo de 8 advogados.
Confira a íntegra da decisão:














thaisagalvao

Governadores irão confrontar Bolsonaro mais uma vez e não seguirão protocolo da cloroquina

247 - Quase todos os governadores preparam-se para novo confronto com o governo federal: irão ignorar o protocolo estabelecido por Jair Bolsonaro para uso da cloroquina no tratamento de pacientes com coronavírus. Segundo a Coluna do Estadão, governadores irão manter o que já vem sendo feito nos seus Estados, com uso da cloroquina sob  responsabilidade de médicas e médicos.
“A decisão deve ser do médico e do paciente, conforme a orientação atual”, disse Eduardo Leite (PSDB-RS). Já Helder Barbalho (MDB-PA) diz que vai manter as regras “como estão atualmente”.


Além de não haver nenhuma comprovação científica de que a substância tenha efeito, governadores dizem que “o novo protocolo nem de perto atua nos principais problemas do coronavírus: falta de respiradores, leitos, etc”.

NOTA DE PESAR

Prefeitura emite nota de pesar pelo falecimento de ex-servidor ...

A  Secretaria de Meio Ambiente de Água Nova-SEMA, com profundo pesar manifesta luto  pela morte  do Secretário de Meio Ambiente de Pau dos Ferros, Edson Rego. Nossa solidariedade a toda família nesse momento de dor







Janaína Pachoal diz que Bolsonaro é recalcado, comete muita burrice e deveria renunciar

Janaína Paschoal e Jair Bolsoanro
A deputada estadual de São Paulo Janaina Paschoal (PSL), uma das redatoras do pedido de impeachment contra a presidente legítima Dilma Rousseff e apoiadora da eleição de Jair Bolsonaro, defende que o inquilino do Palácio do Planalto deve renunciar. É muita loucura, muita burrice, diz referindo-se ao comportamento de Bolsonaro.
247

Partidos pedem no Conselho de Ética do Senado cassação de Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro
Os partidos PT, PSOL e Rede Sustentabilidade ingressaram nesta segunda-feira (18) com uma representação por quebra de decoro parlamentar contra o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) no Conselho de Ética do Senado. Esses partidos pedem a cassação do mandato de senador do filho de Jair Bolsonaro.
Flávio Bolsonaro é peça central em investigação da Polícia Federal vazamento de uma operação da corporação. Também o Ministério Público Federal vai investigar o caso. 


Em entrevista à Folha de S.Paulo neste domingo (17), o empresário Paulo Marinho disse que, segundo ouviu do próprio filho de Jair Bolsonaro, um delegado da PF antecipou em pleno segundo turno da eleição presidencial, poucos dias antes da votação, que a Operação Furna da Onça, então sigilosa, seria realizada. A operação não foi deflagrada em outubro para não prejudicar a eleição de Bolsonaro. 
247

18 de maio de 2020

“É como gravar uma ida ao bordel”, diz ministro do STF sobre vídeo de reunião ministerial

 
Um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), que não foi identificado, disse à repórter Basília Rodrigues, da CNN Brasil, que a baixeza do tom da reunião ministerial do dia 22 de abril, em que Sérgio Moro diz existirem provas da interferência de Jair Bolsonaro na Polícia Federal, é como uma conversa de bordel, pelos palavrões e comportamentos dos participantes.

Além da PF, Lava Jato de Moro e Deltan também acobertou Flávio Bolsonaro

Queiroz samba na cara de Moro e Rosângela
A denúncia do empresário Paulo Marinho sobre a proteção da Polícia Federal a Flávio Bolsonaro confirma as suspeitas de manipulação não só da PF, mas da Lava Jato na Operação Furna da Onça, executada em 8 de novembro de 2018.
Furna da Onça, “um desdobramento da Lava Jato no estado do Rio de Janeiro, contou com a participação de 200 policiais federais, 35 membros do Ministério Público Federal e 10 auditores da Receita Federal”.
Na ação, foram presos 10 deputados estaduais colegas de Flávio Bolsonaro, todos eles adeptos da mesmíssima prática da “rachadinha”, corrupção e lavagem de dinheiro de Flávio Bolsonaro.
E, além dos 10 deputados, também foram presos 16 assessores parlamentares, todos eles colegas do fugitivo Fabrício Queiroz, e todos eles igualmente “laranjas” e operadores dos esquemas corruptos dos gabinetes parlamentares.
A investigação que causou as prisões se baseou em relatórios do COAF de movimentações financeiras atípicas de parlamentares e assessores.
No caso de Fabrício Queiroz, parceiro de churrascadas e pescarias do Jair e assessor do Flávio Bolsonaro, o COAF identificou a movimentação atípica de pelo menos R$ 1,2 milhão, mas que na realidade pode ultrapassar os R$ 6 milhões. O COAF inclusive encontrou depósitos de Queiroz na conta da hoje primeira-dama Michelle Bolsonaro.
247

Mandetta ex - ministro da saúde alerta: cloroquina mata



247 – O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta fez um alerta importante, em entrevista concedida à jornalista Natália Cancian, da Folha de S. Paulo: cloroquina, o remédio prescrito por Jair Bolsonaro, mata. “Começaram a testar pelos quadros graves que estão nos hospitais. Do que sei dos estudos que me informaram e não concluíram, 33% dos pacientes em hospital, monitorados com eletrocardiograma contínuo, tiveram que suspender o uso da cloroquina porque deu arritmia que poderia levar a parada cardíaca”, afirma.

Morre ex- governador da Paraíba Wilsson Braga por Covid-19

Wilson Braga foi eleito governador do Estado pelo PDS, em 1982, derrotando Antônio Mariz — Foto: Facebook/Wilson Braga
Por G1/PB — Morreu por Covid-19 no fim da noite deste domingo (17) o ex-governador da Paraíba Wilson Braga, em João Pessoa. Ele tinha 88 anos e estava internado em um hospital particular da cidade desde o dia 1º de maio. O exame para o coronavírus saiu um dia depois da confirmação que a esposa dele, a ex-deputada federal Lúcia Braga, também havia morrido com Covid-19. Wilson Braga foi casado com Lúcia e teve três filhos.

17 de maio de 2020

Entrevista de Paulo Marinho nesse domingo foi uma BOMBA pro clã Bolsonaro CONFIRA A MATÉRIA ABAIXO:


Capa da Folha deste domingo
Mônica Bergamo
SÃO PAULO
O empresário Paulo Marinho, 68, foi um dos mais importantes e próximos apoiadores de Jair Bolsonaro na campanha presidencial de 2018. Ele não apenas cedeu sua casa no Rio de Janeiro para a estrutura de campanha do então deputado federal, que ainda hoje chama de “capitão”, como foi candidato a suplente na chapa do filho dele, Flávio Bolsonaro, que concorria ao Senado. Os dois foram eleitos.
Em dezembro daquele ano, com Jair Bolsonaro já vitorioso e prestes a assumir o comando do país, Flávio procurou Paulo Marinho. Estava “absolutamente transtornado”, segundo o empresário. Buscava a indicação de um advogado criminal.
O escândalo de Fabrício Queiroz, funcionário de Flávio no seu gabinete de deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio, não saía das manchetes. Havia acusações de “rachadinhas” e de desvio de dinheiro público. O senador recém-eleito temia as consequências para o futuro governo do pai —e precisava se defender.
ua casa no Rio de Janeiro para a estrutura de campanha do então deputado federal, que ainda hoje chama de “capitão”, como foi candidato a suplente na chapa do filho dele, Flávio Bolsonaro, que concorria ao Senado. Os dois foram eleitos.
Em dezembro daquele ano, com Jair Bolsonaro já vitorioso e prestes a assumir o comando do país, Flávio procurou Paulo Marinho. Estava “absolutamente transtornado”, segundo o empresário. Buscava a indicação de um advogado criminal.
O escândalo de Fabrício Queiroz, funcionário de Flávio no seu gabinete de deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio, não saía das manchetes. Havia acusações de “rachadinhas” e de desvio de dinheiro público.
O senador recém-eleito temia as consequências para o futuro governo do pai —e precisava se defender.
As revelações que Marinho diz ter ouvido do filho do presidente nesse encontro são bombásticas: segundo ele, Flávio disse que soube com antecedência que a Operação Furna da Onça, que atingiu Queiroz, seria deflagrada.
Foi avisado da existência dela entre o primeiro e o segundo turnos das eleições, por um delegado da Polícia Federal que era simpatizante da candidatura de Jair Bolsonaro.
Mais: os policiais teriam segurado a operação, então sigilosa, para que ela não ocorresse no meio do segundo turno, prejudicando assim a candidatura de Bolsonaro.
O delegado-informante teria aconselhado ainda Flávio a demitir Fabrício Queiroz e a filha dele, que trabalhava no gabinete de deputado federal de Jair Bolsonaro em Brasília.
Os dois, de fato, foram exonerados naquele período —mais precisamente, no dia 15 de outubro de 2018.
Queiroz estava sumido em dezembro. Mas, segundo Marinho, o senador Flávio Bolsonaro mantinha interlocução indireta com ele por meio de um advogado de seu gabinete.
*
Nesta entrevista, Marinho, que é pré-candidato a prefeito do Rio de Janeiro pelo PSDB, começa falando da cidade que pretende governar, dos planos para a campanha presidencial de João Doria em 2022 —e por fim detalha os encontros com Flávio Bolsonaro.
Segundo ele, as conversas podem “explicar” o interesse de Bolsonaro em controlar a Superintendência da Polícia Federal no Rio, causa primeira dos atritos que culminaram na saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça.
Como está a sua candidatura a prefeito do Rio?
Ser candidato nunca esteve nos meus planos. Quando assumi a presidência do PSDB no Rio, há um ano, fui orientado pelo [governador de SP, João] Doria a trazer jovens e mulheres para o partido, que é inexpressivo no estado a ponto de não ter conseguido eleger um único deputado federal em 2018.
Fui buscar a Mariana Ribas, ex-ministra interina da Cultura no governo do Michel Temer, ex-secretária de Cultura do Rio. Ela tem 34 anos de idade, é jovem, bonita, se encaixava no perfil que o governador [Doria] indicava. Ela topou. Mas, por motivos pessoais, desistiu.
O nome que aparecia naturalmente para substituí-la era o do Gustavo Bebianno, ex-ministro de [Jair] Bolsonaro, meu amigo fraterno e pessoa de absoluta confiança.
Bebianno começou a trabalhar como pré-candidato. Uma semana depois da indicação, teve um infarto fulminante e morreu, aos 54 anos. Para mim, foi uma tragédia pessoal. Perdi um irmão. Para o partido, foi irreparável.
Dias depois, o Doria me convidou para ser candidato. Aceitei o desafio.
Vou trabalhar para encontrar um campo político de aliados que deem ao eleitor uma opção que não seja a de votar no menos pior. Os eleitores do Rio têm se acostumado a isso. E é isso o que eu quero combater.
Quem ganhar a eleição no fim do ano pegará uma cidade arrasada, pela crise econômica e pela pandemia. O que poderia ser feito?
O Rio já enfrentava um quadro de dificuldades imensas, que a pandemia agravou. Já havia aumento de trabalhos informais, desemprego, falta de projeto político e econômico. A cidade está à beira do abismo.
Quem disser que pode planejar algo para 2021 cometerá uma leviandade com o eleitor.
A prefeitura tem duas receitas sólidas: o ISS, ligado à atividade econômica, que parou, e o IPTU. Haverá uma inadimplência enorme em janeiro [mês de cobrança do tributo]. Que governo terá coragem de executar a dívida e tomar o imóvel de uma pessoa que não pagou IPTU em uma situação de pandemia? Essa inadimplência terá que ser tolerada.
O momento não é para ginasiano. É para pessoas que tenham experiência empresarial, como eu tenho, no mercado financeiro, de comunicação. Eu trabalho desde os 14 anos. Tenho contatos com todo o mundo e capacidade de articular todas as pessoas de bem para se juntarem em torno de um projeto de salvação da cidade.
O PSDB do Rio vai ser uma plataforma para a candidatura presidencial de Doria em 2022. Ela é viável? O governo Bolsonaro está com os dias contados?
A minha motivação ao aceitar assumir a presidência do PSDB no Rio foi a minha convicção de que o Brasil precisa eleger um próximo presidente com as qualidades do Doria.
E o governo Bolsonaro?
Eu não sei fazer essa futurologia em relação ao governo Bolsonaro. Mas estamos praticamente no meio do mandato e até aqui não aconteceu absolutamente nada. Foram dois anos perdidos. Toda sorte que ele teve na campanha eleitoral, foi o contrário no governo. Um governante pegar uma pandemia no meio de um mandato, que vai retrair a economia em 6%, 8%, é inimaginável.
O capitão não tem capacidade pessoal de gerir um país em condições normais. E muito menos no meio de uma loucura como essa que nós estamos vivendo. Então, são duas as alternativas: ou vamos viver crise atrás de crise ou alguma coisa vai acontecer contra ele, [consequência] de algum crime de responsabilidade que possa praticar ao longo desta crise. E o resto vai ser essa loucura.
E na campanha já não dava para perceber isso?
A primeira coisa que percebi é que não se tratava de um mito. Outras pessoas do núcleo duro achavam isso. O Gustavo [Bebianno] mesmo tinha pelo capitão uma admiração. Achava que ele era um estadista, um líder, o homem que iria colocar o Brasil em outro patamar.
Eu olhava o capitão, com aquele jeito tosco dele, e algumas coisas me chamavam a atenção. Por exemplo: ele era incapaz de agradecer às pessoas. Chegava uma empregada minha, servia a ele um café, um assistente entregava um papel, e ele nunca dizia um obrigado. Eu nunca ouvi, durante o ano e meio em que convivi, ele expressar a palavra obrigado a alguém.
Um gesto mínimo. Pode não parecer nada, mas demonstra uma faceta da personalidade dele. Será que é uma pessoa apenas de maus hábitos, que não tem educação?
As piadas eram sempre homofóbicas. Os asseclas riam, mas elas não tinham nenhuma graça. E, no final, ele realmente despreza o ser feminino. Tratava as mulheres como um ser inferior.
Não tinha uma mulher na campanha dele. Nunca houve. A única, à distância, foi a Joice [Hasselmann, deputada federal], que ficava em São Paulo. Não tinha mulher na campanha dele, só homem.
Ele gostava mesmo era de conversar com os seguranças dele. Policiais militares, batedores. Ele se sentia em casa, ficava horas conversando, contando piada.
Gustavo Bebianno era visto como uma espécie de homem-bomba que morreu guardando muitos segredos. Ele tinha de fato um dossiê sobre Bolsonaro?
O Gustavo tinha um telefone celular por meio do qual interagiu durante toda a campanha [presidencial de 2018] e a transição de governo com o capitão. Eles se falavam muito por WhatsApp. O capitão adorava mandar mensagens gravadas para ele.
O Gustavo tinha esse conteúdo imenso [de mensagens], na mais alta intimidade que você pode imaginar. Eram conversas íntimas que provavelmente deviam ter revelações interessantes.
Um dia, num ato de raiva pela demissão injusta que sofreu, tratado como se tivesse sido um traidor quando foi o que mais fez pelo capitão, ele deletou grande parte desse conteúdo. E deixou esse telefone com uma pessoa nos Estados Unidos.
Depois parece que ele resgatou de novo o conteúdo. Ele ficou muito marcado pela demissão, com muito desgosto, melancolia. Ele morreu de decepção, de tristeza mesmo. Mas ele não era homem-bomba. Não tinha nada que pudesse tirar o capitão do governo por algo do passado.
Onde está o telefone?
Eu não sei onde está, para te dizer a verdade. Está com alguém. Eu não sei com quem.
O senhor já disse que ele tinha preocupação com os rumos do governo Bolsonaro.
Imensa. Ele dizia: ‘O capitão vai se enfraquecer de tal maneira que só vai ter a saída do golpe para se manter no poder. E ele é louco para fazer o golpe’. Ele tinha certeza que isso ia acontecer.
Por que o senhor acha que há tanto interesse de Bolsonaro na Superintendência da Policia Federal do Rio de Janeiro?
Eu não sei responder exatamente. Mas eu me recordo de um episódio que aconteceu antes de ele [Bolsonaro] assumir o governo que talvez ilustre um pouco melhor essa questão.
Eu vou te contar uma história que nunca revelei antes porque não tinha razão para falar disso. Eu tenho até datas anotadas e vou ser bem preciso no relato que vou fazer, porque talvez ele explique a sua pergunta.
Quando terminou o segundo turno da eleição [em 28 de outubro], o capitão Bolsonaro fez a primeira reunião de seu futuro ministério em minha casa [no Rio]. Estavam o vice-presidente Hamilton Mourão, o Onyx Lorenzoni [futuro ministro da Casa Civil], o Paulo Guedes [Economia], o Bebianno e o coronel [Miguel Angelo] Braga [Grillo], para discutir o desenho dos ministérios do futuro governo. Ela começou às 9h e terminou às 17h. Foi o último dia que vi o capitão Bolsonaro.
Nunca mais estive com ele.
No dia 12 de dezembro, uma quarta-feira, me liga o senador Flávio Bolsonaro [filho do presidente] me dizendo que queria falar comigo, por sugestão do pai.
A Operação Furna da Onça [que investigava desvio de recursos públicos da Assembleia Legislativa do Rio] já tinha sido detonada e trazido à tona o episódio do [Fabrício] Queiroz [que tinha trabalhado no gabinete de Flávio na Assembleia e é acusado de integrar o esquema].
Flávio estava sendo bombardeado pela mídia. O Queiroz estava sumido.
Ele me disse: ‘Gostaria que você me indicasse um advogado criminalista’. E combinamos de ele vir à minha casa às 8h do dia seguinte, uma quinta-feira, 13 de dezembro.
Passei a mão no telefone e liguei para o advogado Antônio Pitombo, de São Paulo, indicado por mim para defender o capitão no processo da [deputada] Maria do Rosário no STF [Supremo Tribunal Federal].
E ele me indicou um advogado de confiança, Christiano Fragoso, aqui do Rio.
No dia seguinte, quinta-feira, 13, às 8h30, chegam na minha casa Flávio Bolsonaro e o advogado Victor Alves, que trabalha até hoje no gabinete do Flávio, é advogado de confiança dele. Estávamos eu, Christiano Fragoso, Victor e Flávio Bolsonaro. Flávio começa a nos relatar o episódio Queiroz. Ele estava absolutamente transtornado.
E esse advogado, Victor, dizendo ao advogado Christiano que tinha conversado com o Queiroz na véspera e que o Queiroz tinha dado a ele acesso às contas bancárias para ele checar as acusações que pesavam contra o Queiroz.
E o que ele disse que as contas mostravam?
O Victor estava absolutamente impressionado com a loucura do Queiroz, que tinha feito uma movimentação bancária de valores absolutamente incompatíveis com tudo o que ele poderia imaginar.
Já o Flávio estava ali lamentando a quebra de confiança do Queiroz em relação a ele. Dizia que tudo aquilo tinha sido uma grande traição, que se sentia muito decepcionado e preocupado com o que esse episódio poderia causar ao governo do pai.
Ele chegou até a ficar emocionado, a lacrimejar.
E Flávio então nos conta a seguinte história: uma semana depois do primeiro turno, o ex-coronel [Miguel] Braga, atual chefe de gabinete dele no Senado, tinha recebido o telefonema de um delegado da Polícia Federal do Rio de Janeiro, dizendo que tinha um assunto do interesse dele, Flávio, e que ele gostaria de falar com o senador.
O Braga disse: ‘Ele está muito ocupado e não costuma atender quem não conhece’.
Estou te contando a narrativa do Flávio e do advogado Victor para nós, Paulo Marinho e Christiano, do outro lado da mesa. O senador contou que disse ao coronel Braga que se encontrasse com essa pessoa [o delegado] para saber do que se tratava. Estava curioso.
E aí marcaram um encontro com esse delegado na porta da Superintendência da Polícia Federal, na praça Mauá, no Rio de Janeiro.
E quem teria ido a esse encontro?
O coronel Braga, o advogado Victor e, sempre segundo o que eles me contaram, a Val [Meliga], da confiança do Flávio e irmã de dois milicianos que foram presos [na Operação Quatro Elementos].
Eles foram para a porta da Polícia Federal. O delegado tinha dito [ao coronel Braga]: ‘Você vai ver. Quando chegarem, me liga que eu vou sair de dentro do prédio da Polícia Federal’.
O delegado saiu de dentro da superintendência. Na calçada —eu estou contando o que eles me relataram—, o delegado falou: ‘Vai ser deflagrada a Operação Furna da Onça, que vai atingir em cheio a Assembleia Legislativa do Rio. E essa operação vai alcançar algumas pessoas do gabinete do Flávio [o filho do presidente era deputado estadual na época]. Uma delas é o Queiroz e a outra é a filha do Queiroz [Nathalia], que trabalha no gabinete do Jair Bolsonaro [que ainda era deputado federal] em Brasília’.
O delegado então disse, segundo eles: ‘Eu sugiro que vocês tomem providências. Eu sou eleitor, adepto, simpatizante da campanha [de Jair Bolsonaro], e nós vamos segurar essa operação para não detoná-la agora, durante o segundo turno, porque isso pode atrapalhar o resultado da eleição [presidencial]’.
Foram embora, agradeceram. Estou contando o que [Flávio Bolsonaro] me falou.
E o que aconteceu depois?
Ele [Flávio] comunicou ao pai [Jair Bolsonaro] o episódio e o pai pediu que demitisse o Queiroz naquele mesmo dia e a filha do Queiroz também. E assim foi feito.
[Fabrício Queiroz foi exonerado no dia 15 de outubro de 2018 do cargo de assessor parlamentar que exercia no gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa. A filha dele, Nathalia Melo de Queiroz, foi exonerada no mesmo dia 15 do cargo em comissão de secretário parlamentar no gabinete do então deputado federal Jair Bolsonaro].
Vida que segue. O capitão ganha a eleição [no dia 28 de outubro]. Maravilhoso. No dia 8 de novembro é detonada a Operação Furna da Onça, com toda a pompa e circunstância. Começa o episódio Queiroz.
Flávio contou essa história no dia 13 de dezembro de 2018. Como o senhor e o advogado Christiano Fragoso reagiram?
Eu falei [para Flávio]: ‘Está aqui o advogado Christiano Fragoso, recomendado pelo Pitombo, que vai te orientar. Até porque você está com a sua consciência tranquila e não tem o que temer. O que houve foi quebra de confiança do Queiroz em relação a você’.
O Christiano virou-se para o Flávio e disse: ‘Quem precisa de um advogado é o Queiroz’.
E Flávio tinha contato com o Queiroz?
O Flávio disse: ‘Eu não estou mais falando com o Queiroz. Não o atendo mais até para que amanhã ninguém me acuse de que estou orientando o Queiroz nos depoimentos. Quem está falando com o Queiroz é o Victor [advogado amigo da família e que estava na reunião com Paulo Marinho]’. [Na época, a família Bolsonaro dizia não ter contato com Queiroz.]
O Christiano disse: ‘Precisamos arrumar um advogado que sirva ao Queiroz. Não posso ser esse advogado. Até porque sou de uma banca, nós somos top, o Queiroz não teria condições [de contratá-lo], né?’. E ele indicou o advogado Ralph Hage Vianna, que até então eu não conhecia, para representar o Queiroz.
Na mesma quinta-feira, o Queiroz vai ao encontro desse advogado indicado pelo Christiano. E vai acompanhado pelo Victor [o advogado do gabinete de Flávio]. E eu viajei para São Paulo.
O presidente foi informado dessa reunião?
Quando ela terminou, eu liguei para o Gustavo Bebianno e relatei tudo o que ouvi. Ele estava em Brasília, no escritório da transição de governo. Eu disse que era melhor ele contar tudo o que estava acontecendo para o presidente. E assim foi feito.
E o que aconteceu depois?
Eu vou para São Paulo. Como o Antônio Pitombo estava em SP, eu disse: ‘Pitombo, é importante a gente ter uma outra reunião para tratar desse assunto, entender o que está acontecendo e não deixar o negócio desandar’.
Chamei para São Paulo o Victor, advogado do Flávio, que estava tendo contato com o Queiroz, o Ralph Hage Vianna, que se reuniu com o Queiroz, e o Gustavo Bebianno.
Eu estava hospedado no hotel Emiliano e reservei uma sala de reunião. Às 14h30 do dia 14, uma sexta-feira, estavam lá o Victor, o Ralph, o Pitombo, eu e o Gustavo Bebianno.
Os advogados conversaram o tempo todo sobre como foi a conversa do advogado Ralph com o Queiroz, as estratégias, as preocupações.
Na terça-feira seguinte, 18, ocorreu a cerimônia da nossa diplomação —Flávio como senador, e eu suplente dele. Sentamos lado a lado. E ele me disse que precisava conversar.
Eu ia almoçar no restaurante Esplanada Grill, em Ipanema. Combinamos de ele passar lá. Às 13h30, ele apareceu no restaurante e disse: ‘Paulo, eu conversei com o meu pai e ele decidiu que nós vamos montar um outro esquema jurídico, que será comandado por um outro advogado”.
Eu respondi: ‘Flávio, não tem problema, eu desarticulo tudo o que estava articulado. Desejo boa sorte. Se precisar de mim, estou à disposição, como sempre estive’. Um abraço e vida que segue.
Desde então, só fui rever o Flávio no dia em que depus na CPMI das Fake News [em dezembro]. Fui ao plenário do Senado e ele estava lá. Eu o cumprimentei cordialmente, e ele a mim. Nunca mais estive com ele. E isso é tudo.

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