11 de agosto de 2018

Em fileiras, camponeses de todo Brasil marcham em três colunas rumo à Brasília

A marcha também serve para denunciar as violações da democracia protagonizadas pela própria justiça brasileira. / Leonardo Milano
De chinelos, o trabalhador rural João Marcos dos Santos, de 82 anos, caminha os 16 km do segundo dia da Marcha Nacional Lula Livretranquilamente, na manhã deste sábado (11). “Alguns jovens ficam para trás. Mas eu aguento. Muito tempo trabalhando na roça”, comenta.
Ele trabalhou por toda a vida como agricultor e aguarda a desapropriação de uma terra da União na região de Santa Helena (GO). Há dois anos, Seu João entrou para o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), um dos organizadores da marcha, junto a Via Campesina (movimento que integra diversas organizações do campo).
“Estou lutando para ter um pedacinho de terra no resto da vida, depois de todo esse tempo trabalhando na terra dos outros”, explica o agricultor que junto a outros 5 mil camponeses de todo o Brasil marcham rumo à Brasília para defender o direito do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ser candidato à Presidência da República.
Organização
Os marchantes se dividiram em três colunas de cidades próximas à capital federal. Ao todo, serão cerca de 50 quilômetros de caminhada. As atividades começaram na tarde desta sexta-feira (10), com o lançamento nas cidades em que cada uma das colunas partiu. A expectativa é que as três colunas se encontrem na chegada em Brasília, no próximo dia 14 de agosto, para participarem do ato de registro da candidatura de Lula, no dia 15.
Um dos grupos partiu da cidade de Formosa (GO), outros manifestantes saíram de Luziânia (GO) e a terceira coluna seguiu da cidade de Engenho das Lages (DF).
Para Ceres Luisa Antunes Hadich, do Assentamento Maria Lara, localizado na região norte do Paraná, a Marcha Lula Livre mostra que os movimentos populares querem outra sociedade. Ela reforça que o MST se posiciona contra a retirada de direitos protagonizadas pelo governo de Michel Temer (MDB) e tem como bandeira central recolocar a questão democrática no país. 
Ceres acredita que a marcha possui um papel importante de denunciar as violações da democracia protagonizadas pela própria justiça brasileira. 
"Estamos passando por um momento crítico em que, há mais de cem dias, o presidente Lula está preso arbitrariamente. Estamos imersos em uma crise política e nos aproximando das eleições presidenciais e a marcha é um momento para dialogar com a população brasileira sobre o que está acontecendo no nosso país", comenta a assentada.
Coluna Prestes
As três caravanas que constroem a Marcha Lula Livre levam nomes de lutadores do povo e homenageiam sua luta. Conhecido como cavaleiro da esperança, Luiz Carlos Prestes foi o comandante da Coluna Prestes, movimento político realizado entre 1924 e 1927 contra o coronelismo brasileiro.
A coluna é composta por cerca de 2 mil pessoas, que saíram de seus estados no sul e sudeste do país para participar da Marcha. Os estados de Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo, compõe a Coluna Prestes, que saiu de Luziânia (GO) em direção a Valparaíso de Goiás (GO), na manhã deste sábado (11).
"Resgatamos o nome 'Coluna Prestes' porque foi uma marcha de mais de dois anos, composta por milhares de pessoas, e que caminhou mais de 25 mil km pelo interior do Brasil, discutindo quais eram os direitos dos trabalhadores", explica Ester Hoffmann, da coordenação nacional do MST e do estado de Minas Gerais.
À época, a marcha foi enfática ao se opor a dominação dos setores elitistas. "Nessa conjuntura, se faz necessário que resgatemos todas as lutas que já tivemos no Brasil e marchemos novamente. Precisamos resgatar os lutadores do povo, como Luiz Carlos Prestes", complementa a coordenadora.
Ceres Luisa Antunes Hadich, do Assentamento Maria Lara, localizado na região norte do Paraná, relembra que a marcha foi muito relevante para a história do país por buscar um diálogo com a sociedade.
"A Coluna Prestes foi uma marcha grandiosa por trazer mais pessoas para a mobilização e denunciar o sistema político que estava sendo enfrentado na época. Optamos nomear nossa coluna dessa forma para trazer essa grande referência histórica. Assim como eles, estamos aqui para denunciar o cenário de barbárie que estamos vivendo no Brasil, o retorno de várias doenças e epidemias que já não existiam mais e estão voltando, assim como problemas sociais como a fome, a miséria e a pobreza", diz Ceres.
Tereza de Benguela
As delegações que compõem a coluna Tereza de Benguela saíram por volta das 6h30 do quilômetro 22 da BR-060, em Engenho das Lages (DF). Os militantes caminharam cerca de 16,5 km da rodovia, e chegaram à cidade-satélite de Samambaia (DF) por volta das 11h30 deste sábado.
A coluna reúne cerca de mil militantes dos estados Goiás, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Maranhão, Pará e Distrito Federal.
As delegações da Amazônia e do centro-oeste decidiram nomear a coluna em homenagem à liderança quilombola que atuou contra o regime escravocrata na região do atual estado do Mato Grosso.
“Homenagear Tereza de Benguela é resgatar o vigor, a luta e a resistência do povo negro e quilombola em um momento de retrocessos de direitos da classe trabalhadora; de violência instituída no campo e nas cidades, sobretudo, contra as populações negras que vivem nas periferias”, afirma Maria Divina Lopes. Ela vive no assentamento João do Vale, no Maranhão, e é integrante da direção estadual do MST.
“Tereza foi uma grande guerreira, lutadora e organizadora do povo. Uma mulher negra e resistente que enfrentou um período de muita dureza no nosso país”, recorda a militante.
Ela lembra também das lideranças negras e indígenas que, hoje, organizam processos de resistência nos territórios da Amazônia e do Centro-Oeste.
“As Terezas se reproduzem. Nós herdamos de Tereza de Benguela esse vigor, criatividade e capacidade de lutar e resistir,” comenta.
Ligas Camponesas
A delegação dos estados do Nordeste, por sua vez, resolveram homenagear um movimento que teve início na região, e com o tempo se espalhou para outras partes do país. A Coluna Ligas Camponesas relembra a organização camponesa surgida em 1945, sendo um dos movimentos mais importantes em defesa reforma agrária e da melhoria das condições de vida no campo no Brasil.
Elas foram abafadas depois do fim do governo de Getúlio Vargas e só voltaram a agir em 1954, inicialmente no estado de Pernambuco, e posteriormente na Paraíba, no Rio de Janeiro e em Goiás. A partir daí, as Ligas Camponesas exerceram intensa atividade até o golpe militar de 1964.
Os cerca de 1.500 militantes da Coluna Ligas Camponesas saíram da cidade de Formosa (GO) na manhã deste sábado e marcham pela BR 020.
Edição: Luiz Felipe Albuquerque

10 de agosto de 2018

DEBATE DE LULA NA INTERNET VIRALIZOU: PRIMEIROS NÚMEROS INDICAM AUDIÊNCIA DE MAIS DE UM MILHÃO

A estratégia da coligação PT-PC do B de confrontar a censura do Judiciário e da Band e a hegemonia das mídias conservadoras e realizar um debate com Lula, Haddad e Manuela nas redes foi um sucesso inesperado; mais de um milhão de pessoas já havia assistido o debate às 10h30 da manhã desta sexta (10); apenas na página oficial de Lula no Faceboook 830 mil visualizações; na página da TV 247 no YouTube, no mesmo horário, já havia mais de 75 mil visualizações; estão sendo consolidados os números de audiência na internet ao longo desta sexta; tudo indica que a audiência do debate PT-PC do B seja ainda muito maior.
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O ponto alto do debate da Band: 'O Brasil todo sabe que você é machista, racista e homofóbico', diz Boulos para Bolsonaro

Facebook/Boulos: <p>guilherme boulos</p>

“O Brasil todo sabe que você é machista, racista e homofóbico”. Essa foi a introdução da primeira pergunta que o candidato do PSOL à presidência, Guilherme Boulos, fez no debate da Band, dirigida ao deputado Jair Bolsonaro (PSL); a pergunta em si foi sobre a denúncia de uma funcionária fantasma mantida por Bolsonaro em seu gabinete: “Afinal, Bolsonaro, quem é Val?”; Walderice Santos da Conceição figura desde 2003 como funcionária do gabinete de Bolsonaro, mas não tem expediente em Brasília, segundo reportagem da Folha de S. Paulo.

9 de agosto de 2018

8 de agosto de 2018

Presidenciáveis terão destaque em 75% do tempo da propaganda eleitoral

Roberto Jayme/Ascom/TSE: <p>tse</p>
<p>tribunal superior eleitoral</p>

As novas regras do Tribunal Superior Eleitoral estabelecem que 75% do tempo da propaganda eleitoral da televisão terá que ser ocupado pelos candidatos à Presidência da República; somente os 25% do tempo restante poderão ser utilizados pelos apoiadores do candidato; dúvida, porém é se os presidenciáveis deverão aparecer durante todo o tempo de inserção ou se poderão utilizar imagens gravadas previamente ou, ainda, se o candidato a vice, também poderá fazer uso do tempo.
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7 de agosto de 2018

Instagram e Facebook incluem ferramentas para controlar tempo de uso


As redes sociais Instagram e Facebook vão incorporar a partir de agora uma série de ferramentas para que o usuário tenha maior controle e administre o tempo que dedica ao uso desses aplicativos.
As opções novas são: um painel de atividade no qual aparece o tempo que o usuário dedica todos os dias à rede social, uma opção para delimitar o tempo diário de uso – o aplicativo envia uma mensagem quando ultrapassa um certo tempo – e a possibilidade de limitar notificações
Robson Pires,

5 de agosto de 2018

PT bate o martelo e Haddad é o vice de Lula



A direção nacional do PT fechou questão e definiu que o vice de Lula será o ex-prefeito Fernando Haddad; o anúncio será feito ainda na noite deste domingo; com a decisão, o PC do B manterá a candidatura de Manuela D'Ávila.  

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Dia do Basta em Água Nova e Rafael Fernandes - 10 de Agosto

A Direção do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Rafael Fernandes e Água Nova- SINDISERPRAN, convoca seus filiados/as para uma Assembleia ampliada que acontecerá dia 10 de Agosto, às 9:00 h da manhã na sede do Sindicato.

PT segura convenção até meia noite de domingo em xadrez emocionante

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O fim de semana que parece não acabar; assim pode ser definido este sábado-domingo das convenções e reta final das articulações para as alianças com vistas à eleição presidencial; está em curso uma partida de xadrez emocionante; o PT definiu o nome de Lula na convenção deste sábado sem escolher candidato a vice; mas a convenção continuará formalmente aberta até a meia-noite do domingo, para que o partido resolva quem fica com a vaga; as negociações sucedem-se como os lances da disputa .
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Comunicamos que estamos em manutenção

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