30 de abril de 2016

CUT/Vox: brasileiros rejeitam Temer e querem novas eleições

CORREA: <p>25/04/2016 - Vice- presidente Michel Temer - fotos solo Michel Temer, Vice-Presidente, fotos solo Foto: ASCOM- VPR</p>
Pesquisa Vox Populi divulgada pela Central Única dos Trabalhadores na véspera do Primeiro de Maio revela que nada menos do que 62% dos brasileiros rejeitam o vice-presidente Michel Temer; um percentual praticamente idêntico, de 61%, defende a realização de novas eleições; além disso, 76% dos entrevistados assistiram a sessão da Câmara que resultou na aprovação do impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara e 56% desaprovam o comportamento dos deputados; dados revelam que Temer não tem legitimidade perante a população – e a denúncia do golpe será uma das marcas do Primeiro de Maio.
Brasil247

“Temer vai comer o pão que o diabo amassou”

“Se Temer não aumentar impostos, diminuir o tamanho do estado e apertar o gasganete dos trabalhadores, perde a blindagem", diz o escritor Fernando Morais, em entrevista exclusiva ao jornalista Alex Solnik, afirmando que Michel Temer terá que pagar a conta aos patrocinadores do golpe; no entanto, ele diz que, se o vice-presidente cumprir a missão, "ele põe fogo no País"; Morais disse ainda não ter se surpreendido com o papel do Supremo Tribunal Federal, que se omitiu diante do golpe; "A gente fica enchendo a boca para falar do STF, mas foi o STF que avalizou a deportação da Olga, judia, grávida, comunista, esperando um bebê de um brasileiro – a constituição brasileira é claríssima – quem avalizou a sacanagem do Getúlio e do Filinto para mandar a Olga pros nazistas, foi o Supremo! E, em 64, quem avaliza o golpe militar também e quem legitima o golpe militar é o Supremo"; 

247

Governo do RN atrasa mais uma vez o pagamento dos servidores estaduais

O Governo do Rio Grande do Norte divulgou na última quinta-feira (28) o calendário de pagamento do mês de abril dos servidores do estado. Os pagamentos começam a ser efetuados na próxima sexta-feira (6) e terminam na terça-feira, dia 10 de maio.

Na próxima sexta-feira (6) serão pagos os vencimentos de todos os aposentados, pensionistas, além dos servidores da Saúde, Educação, Justiça e Cidadania e Segurança (polícias militar e civil, Itep e Corpo de Bombeiros). Os funcionários dessas áreas somados aos aposentados e pensionistas correspondem a 92.384 servidores ou 93% da folha de pessoal do Estado.

Na segunda-feira (9) serão depositados os salários dos funcionários das pastas de Administração; Gabinete Civil; Consultoria; Procuradoria; Comunicação; Controladoria; Vice-governadoria; Planejamento; Tributação; Agricultura e Pesca; Desenvolvimento Econômico; Infraestrutura; Trabalho, Habitação e Assistência Social; Recursos Hídricos; Turismo; Assuntos Fundiários e Reforma Agrária; e Esporte e Lazer. E no dia 10, o governo deposita os vencimentos dos servidores da Administração Indireta.

Presidente Dilma prorroga o programa " Mais Médicos" por mais três anos

O programa conta com 18.240 médicos em 4.058 municípios e 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas
O programa conta com 18.240 médicos em 4.058 municípios e 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas


 
A presidenta Dilma Rousseff anunciou, na manhã desta -sexta-feira (29), que os municípios com médicos brasileiros formados no exterior e estrangeiros poderão contar com os profissionais por mais três anos. Durante cerimônia realizada no Palácio do Planalto, a presidenta assinou uma Medida Provisória (MP) que prorroga por três anos o prazo que permite a atuação de médicos sem diploma revalidado no Brasil para que continuem atuando no Programa

29 de abril de 2016

Temer não poderá nomear ministros, caso Dilma se afaste para defesa


Marcelo Camargo/Agência Brasil

Na hipótese de o Senado Federal aceitar o pedido de abertura do processamento de impeachment da Presidenta Dilma Roussef,  é necessário esclarecer à opinião pública que:

1)     Dilma Roussef não deixará de ser a Presidenta da República Federativa do Brasil, pois o que terá início é somente o julgamento  do pedido de seu afastamento do cargo, pelo Senado Federal, sob a presidência do Presidente do Supremo Tribunal Federal (artigo 52, I e seu parágrafo único da Constituição). Esse afastamento deverá ocorrer em respeito ao devido processo legal, ao contraditório, à ampla defesa e à presunção de inocência (artigo 5.º, LIV e LV e LVII, da Constituição).

2)     Aceito o prosseguimento do processo de impeachment, inicia-se o julgamento, durante o qual a Presidenta da República apenas ficará suspensa das suas funções(artigo 86, parágrafo 1.º , II, da Constituição). Ou seja, a Constituição não diz que o seu governo estará destituído. O governo eleito permanece, com os ministros nomeados pela Presidenta, que devem permanecer até o julgamento final do processo de impeachment. Da mesma forma, a Presidenta da República deverá continuar ocupando os Palácios do Planalto e da Alvorada, de onde somente deverá sair se o Senado Federal vier a condená-la. Sendo certo que a Presidenta retomará as suas funções, caso o Senado não a julgue em até 180 dias (art. 86, parágrafo 2.º, da Constituição Federal).

3)     As funções e atribuições do Presidente da República estão previstas no artigo 84 da Constituição Federal e dentre elas constam: nomear e exonerar ministros de Estado; iniciar processo legislativo; sancionar leis, expedir decretos, nomear ministros do Tribunal de Contas etc.


Prestados estes esclarecimentos, é importante salientar que o vice-presidente da República somente substituirá o presidente no caso de seu impedimento ou o sucederá em caso de vacância do cargo presidencial. Além disso, o vice-presidente auxiliará o presidente quando convocado por este para missões especiais. É o que dispõe o artigo 79 da Constituição Federal. Suspensão de atribuições não implica impedimento ou sucessão por vacância. São três hipóteses distintas.

Ora, o impedimento presidencial somente ocorrerá caso haja condenação  por  2/3 dos Senadores da República, depois de concluído todo o devido processo legal; só então se dará a hipótese  da perda do cargo, com a inabilitação, por 8 anos, para o exercício de função pública. (Artigo 52, parágrafo único)

A substituição do(a) presidente(a) da República somente ocorrerá no caso de condenação definitiva no processo de impeachment (depois de esgotadas todas as etapas do impedimento) e em caso de vacância por morte ou renúncia.

Ressalte-se que impedimento não é a mesma coisa que suspensão das funções, pois esta não tem o condão de retirar o status de presidente da República.

Portanto, o vice-presidente somente sucederia a presidenta Dilma, e só então poderia constituir um novo governo, nos casos de condenação definitiva por impeachment (impedimento), ou havendo vacância por morte ou renúncia.

Fora disto, não existe possibilidade constitucional de o vice-presidente constituir um novo governo, com a nomeação de novos ministros, na medida em que o Brasil ainda tem uma Presidenta eleita pela maioria do povo brasileiro, que apenas estará afastada das suas funções para se defender das acusações no Senado Federal.

Então, o que vem sendo veiculado pela imprensa tradicional é mais uma tentativa de implantar o golpe institucional no Brasil, com o estabelecimento de um ilegítimo governo paralelo. Assim, por meio de factóides, tem sido anunciado que o vice-presidente nomeará ministério e já teria um plano de governo, anunciado em 28 de abril de 2016, que não procura esconder seus objetivos de redução dos direitos trabalhistas e previdenciários, além de cortar programas sociais, como o Bolsa família.
 
Sendo assim, claro está que o vice-presidente não tem atribuição para instituir novo governo nem nomear ou desnomear ministros de Estado e, desta forma, deverá se limitar a aguardar, em silêncio e com todo o decoro possível, o resultado final do julgamento do impedimento, no Palácio do Jaburu, sua residência oficial.

Jorge Rubem Folena de Oliveira - Advogado constitucionalista e cientista político

Papa Francisco apoia Dilma


Vencedor do prêmio Nobel da Paz em 1980, o argentino Adolfo Pérez Esquivel revelou, em entrevista, que levou à presidente Dilma Rousseff o apoio do Papa Francisco, que é também argentino e mantém estreita ligação com movimentos de defesa dos direitos humanos na América Latina; "O papa Francisco está muito preocupado com o que está acontecendo no Brasil; tudo isso vai trazer consequências negativas para toda a região e teremos um grave retrocesso democrático"; Esquivel se reuniu ontem com a presidente Dilma e depois, no Senado, denunciou o golpe da tribuna, sob protestos de opositores como Ronaldo Caiado (DEM-GO), que exigiram que a palavra golpe fosse retirada das notas taquigráficas; Esquivel disse ainda que vai escrever ao Papa sobre os acontecimentos no Brasil e afirmou que o impeachment não passa de um golpe brando; ele também disse que Dilma é uma mulher honesta denunciada por corruptos.

Aqueles que falam em fim de governo estão associados a um golpe, diz ministro da Justiça

 O ministro disse que, caso a presidenta seja afastada do seu cargo, é essencial que a luta pelas causas sociais e culturais continuem sendo trabalhadas
O ministro da Justiça, Eugênio Aragão, criticou, nesta quarta-feira (27), os oposicionistas da presidenta Dilma Rousseff, que têm dito que o atual governo já está em seu fim. "Eu não falo de fim de governo, porque este governo foi constitucionalmente eleito para aqui ficar até 31 de dezembro de 2018. Portanto, aqueles que querem falar 'fim de governo' estão, indubitavelmente, associados a um golpe", disse Aragão, durante cerimônia de instalação do Conselho Nacional de Política Indigenista.
Aragão disse que, caso a presidenta seja afastada do seu cargo, é essencial que a luta pelas causas sociais e culturais continuem sendo trabalhadas. O atual cenário, na avaliação do ministro, é de tristeza. "São tempos em que direitos estão sendo atacados sistematicamente por uma elite culturalmente atrasada no Brasil e extremamente gananciosa. Trabalhar em um ambiente desses exige algum tipo de heroísmo", afirmou.
"Estamos enfrentando aquilo que era perfeitamente previsível e se chama claramente luta de classes. Este momento é um momento de luta de classes, e nós não podemos arredar, porque, senão, nós seremos derrotados. E nós não queremos ser derrotados. Só o fato de lutarmos, resistirmos, mostra claramente que nós temos um futuro. E nós precisamos lutar por esse futuro", avaliou o ministro.
O ministro classificou a instalação do Conselho Nacional de Política Indigenista como um momento histórico, no qual o governo federal paga um pouco mais da sua dívida histórica com os povos indígenas. "A arquitetura institucional que foi idealizada para a criação desse Conselho é absolutamente necessária para que o discurso das politicas indigenistas, que tem sendo feita de forma horizontal dentro do governo federal, venha encontrar o lugar de sua concentração", afirmou.
"De qualquer forma, estamos trabalhando e deixando muito claro que a causa desse governo é a causa do povo necessitado do Brasil. É este o nosso compromisso no Ministério da Justiça", disse Aragão.

28 de abril de 2016

Teori levará ao STF afastamento de Cunha


O minstro Teori Zavasck, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, anunciou nesta quinta-feira que levará ao plenário da corte o pedido de afastamento do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ); o motivo: como presidente da Câmara, ele se encontra na linha sucessória e seria, na prática, o vice de Michel Temer; responsável principal pelo golpe parlamentar cometido contra a presidente Dilma Rousseff, Cunha já apareceu como beneficiário de diversas contas no exterior; além disso, dias atrás, o lobista Fernando Soares afirmou ter pago R$ 4 milhões em espécie a ele; o STF, por sua vez, vinha sendo criticado por sua omissão em relação a Cunha, especialmente depois da sessão de 17 de abril, que envergonhou o Brasil diante do mundo.

O povo sem medo sai as ruas contra o golpe

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Protestos contra o vice Michel Temer ocorrem em nove estados na manhã desta quinta-feira; em São Paulo, são 14 bloqueios organizados pelo MTST, que também coordena as ações no Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre, Recife, Fortaleza, Goiânia, Uberlândia e Brasilia; em Belo Horizonte e no interior de Minas os atos são coordenados pelas Brigadas Populares e pelo MLB (Movimento de Luta nos Bairros e Favelas), que também compõem a Povo Sem Medo; "Esse é um primeiro recado que a gente está mandando para o Temer e o Cunha", afirma Zelidio Barbosa Lima, coordenador do movimento.

brasil247

27 de abril de 2016

Deputadas da esquerda acuaram Eduardo Cunha na sessão dessa quarta e ele acabou deixando o plenário


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Deputadas federais de partidos de esquerda se revoltaram contra mais uma manobra do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e ocuparam a Mesa Diretora, levando assim à suspensão da sessão da noite desta quarta (27); a confusão iniciou quando Cunha decidiu manter a votação do projeto que cria comissões na Casa, contrariando manifestação dos deputados em plenário, majoritariamente contrária; parlamentares se revoltaram e subiram à mesa do plenário; Moema Gramacho (PT-BA) e Luiza Erundina (PSOL-SP), entre outras, permaneceram todo o tempo ao lado de Cunha, na mesa, protestando contra a decisão; acuado, ele deixou o plenário

Sindicato dos Servidores Municipais de José da Penha divulga Nota de Repúdio contra a gestão do prefeito Antônio Dólar



"O Sindicato dos Servidores da cidade de José da Penha, vem declarar a público sua indignação com a atual Gestão do Município da referida cidade, que tem dificultado o diálogo para resolução dos problemas apontados pela categoria, que há anos observam os direitos dos servidores cada vez mais sendo negados. Dentre tantas lutas estabelecidas pelo referido sindicato destaca-se a reformulação do Plano de Cargos e Carreira, que nunca atendeu de forma efetiva a categoria e negligencia a formação de professores, uma vez que este não dar direito a progressão, nem incentiva a capacitação dos mesmos, além disso, alguns benefícios que o plano atende não são aplicados como deveria. Dessa forma, a presidência do sindicato tem buscado estabelecer um acordo entre as partes para que possa acontecer de fato uma atualização do plano e execução efetiva, contudo não tem sido uma tarefa fácil, uma vez que o atual Gestor conhecido por Antônio Dólar tem buscado estender prazos e ludibriar a categoria com promessas de reuniões que nunca acontecem, o que caracteriza um total desrespeito com os servidores do Município de José da Penha. O referido Prefeito teria marcado uma reunião para discutirem a pauta sobre o Plano de Cargos e Carreiras para o dia 25 de Abril de 2016, sendo que o mesmo não desmarcou a reunião e também não compareceu e nem justificou sua ausência.  Tendo comparecido para reunião representantes do sindicato por meio da diretoria geral, Assessoria jurídica e representantes da FETAM, os mesmos vêm declarar a público sua indignação pela morosidade e indiferença que a atual gestão vem demonstrando com os Servidores. Os direitos dos servidores é algo que está assegurado na lei, não podemos depender da ingerência política do Senhor Antônio Dólar."

Direção do SINDJP

Stédile: Globo deve desculpas ao povo brasileiro

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“Está na hora de vocês pedirem desculpas para o povo brasileiro. Tratar de ser isento. Por isso que a juventude protesta contra a forma com que vocês estimularam o golpe no Brasil. E o povo brasileiro não aceita nem o golpe, nem o preposto que vocês inventaram, que chama Temer, Cunha. Então, trate de se redimir perante o povo brasileiro”, disse João Stédile, líder do MST, a jornalistas da Globo.

brasil247

Ministro da Justiça de Temer critica delações


Cotado para ser ministro da Justiça de um eventual governo de Michel Temer (PMDB), o advogado Antônio Cláudio Mariz de Oliveira faz uma dura crítica ao sistema de delações premiadas da Lava Jato: "Quem está detido não tem vontade, a vontade é sair da cadeia"; diz também que a Polícia Federal deve ter outros focos além do combate à corrupção; afirma, porém, que é uma “irracionalidade acreditar que o presidente da República ou o ministro da Justiça possam interferir no andamento da operação”; "O que eu, ministro, posso fazer com a Lava Jato? Ligar para [o juiz] Sergio Moro e dizer: 'Olha, não faça isso, não faça aquilo'? Ele me dá voz de prisão em flagrante", disse; advogado do vice, afirma que “não há indícios de crime” nas citações a ele na Lava Jato.
247

26 de abril de 2016

Greve da Saude dia 4 de maio


Segundo o Sindicato dos Servidores da Saúde do Estado do Rio Grande do Norte (SINDSAÚDE), após auditoria na folha de pagamento, o Governo de Robinson Faria quer retirar ou reduzir a insalubridade de mais de 5 mil servidores do Estado que sempre receberam o direito.

Para o Governo, caso a comprovação do direito a insalubridade, que sempre receberam, não seja apresentada os trabalhadores irão perdê-la. O governador também quer retirar em maio o adicional noturno de quem entrar de férias. As medidas fazem parte do duro ajuste do Governo do Estado.
O Sindsaúde convoca para o próximo dia 04 de maio uma grande paralisação, com protesto às 09h, na Governadoria.
politica na pauta

Agora você pode usar sua residência como sede de seu negócio

 Medida vai estimular o desenvolvimento e expansão de microempreendedores individuais
A presidenta Dilma Rousseff sancionou, ontem segunda-feira (18), a Lei Complementar nº 154, que permite ao microempreendedor individual usar a própria residência como sede de seu negócio, quando não for indispensável a existência de local próprio para o exercício da atividade. 
O objetivo é estimular o desenvolvimento e expansão de microempreendedores individuais. A perspectiva é que a alteração facilite a adesão ao Simples Nacional, regime tributário simplificado para empresas de pequeno e médio porte, que reduz custos operacionais e estimula a eficiência econômica. 
Em junho de 2015, o governo federal comemorou a marca de cinco milhões de empreendedores individuais em todo o País.

Manifesto democrático une carreiras jurídicas

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Assinado por mais de 500 juízes, desembargadores, procuradores, promotores, defensores públicos e advogados, o "Manifesto pela Democracia", contrário ao impeachment da presidente Dilma Rousseff, foi entregue nesta segunda (25) no Senado; o texto diz impeachment para imputar crime de responsabilidade "perfaz-se em juízo jurídico-político, que não dispensa a caracterização, pelos membros do Congresso Nacional, de quadro de certeza sobre a prática delituosa que se imputa à autoridade assim questionada"; o documento critica a votação da Câmara: "constitui-se em ato de flagrante ilegalidade, de ruptura da ordem democrática, de trauma constitucional que marcará a história do país de forma indelével e irreparável"; o texto alerta para a a repercussão internacional negativa do fato e pede que os senadores votem contra o impeachment.

25 de abril de 2016

Vox/CUT: Lula lidera com 31% sobre Marina e Aécio


Pesquisa Vox Populi, encomendada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) revela que o ex-presidente Lula (PT) chega a liderar com 31% as intenções de voto para presidente do país; neste cenário, Marina tem 23% e Aécio tem 20%; entre dezembro de 2015 e março deste ano, o tucano caiu 11 pontos; em outro quadro, Lula tem 29%, Marina tem 18%, Aécio tem 17%, Jair Bolsonaro tem 7% e Ciro Gomes tem 5%; a sondagem foi feita entre os dias 9 e 12 de abril deste ano, com brasileiros com idade superior a 16 anos, residente em todos os estados brasileiros (exceto Roraima) e no Distrito Federal; pesquisa revela força do ex-presidente mesmo ele sendo muito bombardeado pela imprensa e pela oposição.

Cristovam e o cinismo nacional diz Luiz Nassif

: Jornalista Luis Nassif destaca que o senador Cristovam Buarque, que já adiantou seu voto pela admissibilidade do impeachment, mas não pelo mérito; "Trata-se do voto do cinismo, muito presente na vida nacional. Equivale ao sequestrador que imobiliza a vítima para que o parceiro atire. E, depois, proclame em voz alta seu respeito à vida", afirma; "Quando começarem os abusos, não adiantarão discursos emotivos em favor da democracia".

Mídia brasil

Verdades Ocultas


CARTA CAPITAL APONTA MEIRE POZA COMO AGENTE INFILTRADA DA PF

"Eu sou o grampo", diz a contadora ao se referir a gravações que passava à PF

Os segredos de Meire Poza

A contadora de Alberto Youssef e as ilegalidades da Lava Jato
por Henrique Beirangê

Embora raramente registradas pela mídia, as alegações de excessos e falhas processuais cometidas pela força-tarefa daLava Jato se avolumam desde o início da operação, em 2014.
Os investigadores da Polícia Federal e do Ministério Público e o juiz Sergio Moro sempre atribuíram as “acusações” a jogadas protelatórias dos advogados de defesa dos envolvidos, uma tentativa esperta de livrar a cara dos acusados. E a maioria dos indícios sobre irregularidades que implicariam a possibilidade de anulação da investigação era, de fato, circunstancial. Até agora. 
CartaCapital obteve com exclusividade quase 200 páginas de transcrições de conversas e duas dezenas de e-mails que envolvem a contadora Meire Poza, ex-braço direito do doleiro Alberto Youssef.
Os volumes revelam: Poza agiu como uma espécie de agente infiltrada durante um longo período e a força-tarefa empregou métodos ilegais para valer-se de sua contribuição. Buscas e apreensões foram forjadas, parlamentares viraram alvo sem a autorização do Supremo Tribunal Federal, documentos acabaram vazados ilegalmente para a mídia.
Tudo, conforme indicam as interceptações das mensagens, com o conhecimento do Ministério Público Federal. Por muito menos, operações anteriores restaram anuladas pela Justiça, entre elas a Castelo de Areia e a Satiagraha.
A documentação não deixa claro se o juiz Moro teve conhecimento das irregularidades. Quem poderia esclarecer essa dúvida seria a própria contadora, mas ela se recusou a atender a revista ao longo de duas semanas antes da publicação desta reportagem. A direção da Polícia Federal também se recusou a prestar esclarecimentos. 
Poza, não se sabe por qual motivo, decidiu denunciar em 2012 a existência de um esquema de fraudes em fundos de pensão privados operados em conluio pelo doleiro Alberto Youssefe agentes de vários estados. Um delegado da Polícia Federal em São Paulo de prenome Otávio foi escalado para ouvir a contadora, mas não se interessou pelo assunto. Nada foi feito.
Dois anos mais tarde, poucos dias após a Lava Jato ganhar as ruas pela primeira vez, em março de 2014, Poza resolveu procurar os federais mais uma vez. Desta feita foi recebida em São Paulo pelo delegado Márcio Anselmo, líder do grupo que investigava a lavagem de dinheiro por meio de doleiros a partir do Paraná.
Até aquele momento, a força-tarefa não fazia a mínima ideia de até onde poderia chegar a Operação. A contadora fez um acordo “no fio do bigode”. Sem formalização judicial ou sem delação premiada, ela forneceria informações e vazaria documentos. Em troca, não seria processada, o que de fato ocorreu. Apesar de seu escritório ter lavado 5,6 milhões de reais de Youssef, ela nunca foi indiciada.
A relação entre Poza e a força-tarefa funcionava da seguinte maneira: a contadora encaminhava documentos e fornecia informações ainda protegidas por sigilo. A colaboração “informal” ganhou elogios de Anselmo. “Vc deveria fazer concurso pra PF”, escreveu no WhatsApp.
Em outra conversa, ela informa que uma ex-namorada de um investigado gostaria de conversar com ela, mas pessoalmente. A interlocutora diz ter receio de falar por telefone, com medo de grampos. A um dos investigadores, Meire debocha: “Eu sou o grampo kkkk”.
Em um diálogo de 16 de maio de 2014, a contadora e Anselmo citavam abertamente nomes de políticos. Por causa da prerrogativa de foro privilegiado, as investigações não poderiam ter seguido na primeira instância. Necessitavam de autorização do Supremo Tribunal Federal.
“Vixi tem muito político...”, anota ela em uma das trocas de mensagem. Poza continua: “No dia 12 ou 13 de março por exemplo ele estava a noite com o Renan Calheiros pra acertar a colocação da debenture na Postalis”. 
Políticos eram alvo, mesmo sem autorização do STF. Jaques Wagner e a então deputada Aline Corrêa (Foto: Elza Fiúsa/Ag. Brasil e Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)
Em 14 de maio, Anselmo pergunta a Poza: “vc sabe se o bebe johnson tinha alguma relação com o precatório do maranhão?” (sic). Bebê Johnson era o apelido entre os alvos da investigação do então deputado federal Luiz Argolo.
O delegado deixa claro, a operação visava outros detentores de mandatos. “Com que outros políticos ele tinha contato?”, pergunta. A contadora responde: “Tem um senador que eu preciso lembrar o nome, tinha o governador da Bahia”. Nos diálogos há menções à então deputada Aline Corrêa, do PR, e ao senador Cícero Lucena, do PSDB.
O então senador Gim Argello, do PTB, preso em 12 de abril deste ano, também aparece nos diálogos. Segundo Poza, no dia de seu depoimento ao Congresso, Argello tentou manter a sessão a portas fechadas. “O senador veio aqui falar. Disse que tem receio que me massacrem, informa aos investigadores.
Poza não se comunicava apenas com Anselmo. O agente Rodrigo Prado foi escalado para receber as informações da contadora, que gravou sorrateiramente conversas com alguns dos investigados, encaminhou documentos de forma irregular e trocou fotos com o policial.
Prado enviou, entre outras, uma “selfie” no interior de uma viatura. No banco de trás aparece João Procópio Teixeira, um dos operadores de Youssef. A contadora recebeu ainda um vídeo do primeiro depoimento de Teixeira a integrantes da força-tarefa. 
A troca de mensagens revela que a contadora tinha a vasta rede de contatos da informante. “Ops... Temos um novo financiador de despesas... Miguel Jurno, já ouviu falar?? Eh cliente da DPF (Departamento de Polícia Federal)...”, escreve a Anselmo. Doleiro, Jurno foi alvo da Satiagraha, que investigou o banqueiro Daniel Dantas e foi anulada pela Justiça.
Na continuidade do diálogo, especialista em interceptações, o delegado mostra receio do vazamento dos diálogos. “Melhor email, não confio em tel. Ou então no fixo aqui do trabalho Kkkkkkkkkk.” Anselmo jacta-se ainda da instalação de um grampo na cela de Youssef.
O episódio foi alvo de uma sindicância na Polícia Federal, que terminou inconclusa, mas criou um racha na autarquia. O assunto surge em uma troca de mensagens em 13 de maio de 2014. Poza e Anselmo tratavam de outros personagens da investigação quando o assunto surge. 
A contadora dedilha: “Márcio, vc precisa me contar essas coisas. Minha vida anda muito preto e branco kkkkkkkkkkkkk”. E prossegue: “Aliás, vc obrigou o Jaime a pegar informações com o Beto. Além disso vc ameaçou o Rene. Vc anda impossível hein????” 
O delegado responde em tom de galhofa: “kkkkkkk. E raspei a cabeça da nelma. Além de ter colocado a escuta na cela do yousef” (sic). Fato ou brincadeira?
Por conta da colaboração, Anselmo acalma Poza sobre sua situação criminal. E promete resolver o assunto com os procuradores: “Estou acertando c eles a tua imunidade”. Ao marcarem um encontro com integrantes da força-tarefa, a contadora pergunta se deve ir sem advogado. “O ideal e que venha sem”, responde o federal. 
Uma das conversas mais reveladoras trata da farta documentação escriturária e contábil das empresas de fachada de Youssef. Poza tinha em seu poder caixas de documentos com contratos fictícios da RCI, MO Consultoria, GDF e Empreiteira Rigidez, usadas para a movimentação de propina.
O acervo comprovava o fato de o doleiro receber dinheiro das maiores construtoras por serviços nunca prestados. A contadora repassou os papéis em março de 2014. Mas como a documentação foi entregue de maneira aparentemente ilegal, era preciso “esquentar a documentação”.
Em 5 de maio, Anselmo orienta Poza: “Devemos acertar para a prox semana uma viagem a sp para formalizar a apreensão daqueles documentos”. Resposta: “Te aguardo!!!” O delegado continua: “Se puder já separe todo o material dos contratos da gfd”. A GFD era a principal empresa de lavagem de dinheiro de Youssef.
A conversa sobre a busca e apreensão armada prossegue em 27 de junho, desta vez com Prado. O policial informa a intenção de a PF instalar uma escuta ambiental no escritório da contadora. Poza diz sofrer pressão para entregar alguns cheques.
O agente sugere que ela “enrole”, pois eles iriam buscar o material na semana seguinte. “Inventa uma desculpa na segunda feira dizendo que nao deu e que vc vai depositar na terca”, digita. “Vou sumir. Dizer que adoeci. Febre alta...”, diz Poza. E recebe de volta: “Terca cedo to ai. Importante isso Meire. Reta final”. 
Em outra mensagem, ela pede uma operação discreta. “Prado, sem viatura e sem roupa preta?? Pode ser?? Só pra não assustar muito meu pessoal... Mas se não puder, tudo bem... O policial responde: “Isso nao depende de mim. Mas vou levar sua solicitacao a quem decide”. Ela retruca: “A viatura o Marcio tinha prometido que não viria...” O agente conclui: “Vou pessoalmente para garantir que nao tera confusão”. 
Dito e feito. Em 1º de julho de 2014, às 7h08 da manhã, Anselmo envia uma mensagem enquanto se aproxima do escritório da contadora: “Bom dia. Vamos tomar um cafe?” “Ebaaaaa!!!”, comemora Poza. “Tem estacionamento ao lado. Multipark.” E ele: “Viatura nao precisa de estacionamento Kkkkkkk.”
Os riscos de uso de provas obtidas de forma ilegal é tema das conversas. Quando tratam da instalação de uma escuta ambiental no escritório da contadora, Prado, Anselmo e Poza, em um grupo criado no WhatsApp, comentam a necessidade de autorização judicial.
“So pra lembrar, ainda precisa de autorizacao judicial (risos)”, anota o delegado. Ela: “Vixi... É mais fácil gravar com o celular, não é não?????” E ele: “Mas nos nao podemos. A menos que vc consiga e nos forneca. Mas ainda assim e discutível”.
Ao que parece, outros integrantes da força-tarefa em Curitiba tinham conhecimento das tratativas, como indica um e-mail encaminhado por Poza ao delegado Eduardo Mauat e compartilhada com os delegados Igor de Paula e Érika Marena, além de Prado e Anselmo, todos da linha de frente das investigações.
Aparentemente, Rosalvo Ferreira Franco, superintendente da PF no Paraná, também estava informado dos procedimentos, indica um e-mail de 13 de agosto. Por meio de uma mensagem enviada aos subordinados e à contadora, que utilizava o endereço eletrônicorabellopassos@gmail.com, Franco afirma estar ciente de uma conversa entre De Paula e Poza a respeito da segurança da contadora, que havia reclamado de abandono: “Não vou ficar esperando que algo de ruim aconteça comigo ou com a minha filha. Espero que tenham a sensatez de saber que um erro não justifica o outro. Eu mostrei minha cara, mas foram vocês que colocaram minha vida em risco. Isso eu não vou perdoar nunca”.
O papel de Poza não era de conhecimento exclusivo dos policiais federais. Em uma conversa com o procurador Andrey Borges de Mendonça, a contadora trata de uma audiência com Moro.
“Andrey, bom dia! Desculpe te incomodar... Mas o fato é que estou com uma grande dúvida e como não tenho advogado, gostaria de tentar esclarecer com vc. Hoje presto depoimento numa das ações penais envolvendo a Mendes Junior. Sobre esse assunto o Sr. João Procopio em depoimento afirmou que eu menti. Quero autorização para juntar cópia de alguns e-mails trocados com o João Procopio. Além disso ele também alegou que menti quando falei que ele foi ao advogado Costa e Silva buscar dinheiro.” 
Na sequência, ela anota: “Em relação a isso tenho algumas gravações aqui no meu escritório de conversa entre eu e Joao Procopio onde ele fala sobre o referido advogado. É correto que eu fale sobre esses dois assuntos, sucintamente, na audiência de hoje e peça autorização do Juiz para juntar também a gravação??” 
A resposta de Mendonça: “Meire, ja tentei ver, ainda nao responderam. Na minha opiniao vc deve mencionar isso sim e dizer que, caso seja possivel, pediria pra juntar diretamente ao juiz. Mas vou ver a opiniao dos colegas”.
Para a operação se manter em pé e angariar o apoio da opinião pública, a força-tarefa apoiou-se no vazamento de informações confidenciais, principalmente para a Globo e para a Veja. Selecionar o vazamento era uma estratégia cuidadosamente estudada, segundo os próprios federais. 
Em 15 de maio de 2014, Anselmo comunica-se com Poza. Tratam de um vazamento ao G1, portal de notícias da Globo. “Mais umas duas semanas e vc não vai ter mais nenhum idoso nessa op. O Rafael acabou de surtar. Viu o nome dele no G1... Acabou de sair”, brinca a contadora.
Tratava-se de Rafael Ângulo Lopez, entregador de malas de dinheiro que confirmou ter deixado propina na residência do senador Fernando Collor, do PTB. O delegado parece se divertir. “Kkkkk. Boa. Eu sabia. Só quis mandar um recado. Ele te falou?” Meire responde, “kkkkkkkk Falou. Os dois ligaram”. Anselmo parece não entender. “Os dois?” Poza então conta que além de Lopez, Enivaldo Quadrado, auxiliar de Youssef na operação, a tinha procurado. 
O delegado diz que os vazamentos vão continuar a todo vapor: “O adarico vai no próximo. Kkkk. Por partes”. Adarico é irmão do ex-ministro das Cidades Márcio Negromonte e atual conselheiro do Tribunal de Contas da Bahia e ficou preso por alguns dias em uma das fases da Lava Jato.
De fato, o vazamento aconteceu como afirmou o delegado. Para a revista Veja. Um diálogo de 24 de maio de 2014 cita informações da investigação sobre a vida do irmão do ex-ministro. Anselmo diverte-se: “ Kkkk. Leia a Veja. Adarico vai enlouquecer”. 
A contadora também ri: “Kkkkkkkkk. Não chegou aindaaaa, mas vi a prévia no site. Parei pra comprar. Não li ainda. Que pessoal fotogênico hein?????! Kkkkkkkkkkkkkkk”. O policial quer saber a reação do irmão do ex-ministro: “Depois me diz o que o adarico achou”.
Outro diálogo de 7 de outubro daquele ano expõe como a força-tarefa compreendia a legalidade de seus atos. Anselmo e Poza falam do depoimento da contadora à CPI da Petrobras. No fim da conversa, ela pede: “Não esquece de dar aquela olhadinha pra mim??” E recebe de volta: “ Vi aqui meire. Acho que ta bom. Tem uma ou outra imprecisao em relacao a termos tecnicos da investigação. Mas acho q isso nao vem ao caso”.
Não vem ao caso, uma frase que, em muitas medidas, define o espírito da Operação Lava Jato.

24 de abril de 2016

Vascão derrota o Flamengo e vai a final do Campeonato Carioca

 Vasco 2 x 0 Flamengo: Cruz maltinos vencem em Manaus, aumentam tabu e buscam agora o Bicampeonato Carioca
A freguesia continua. Em mais uma performance segura e com poder de decisão, o Vasco venceu o Flamengo por 2 a 0, neste domingo (24), em Manaus, e garantiu vaga na final do Campeonato Carioca. Os gols de Andrezinho e Riascos ampliaram para nove jogos - seis vitórias e três empates - o tabu Cruzmaltino sobre o Rubro-negro. O time de São Januário completou 22 partidas invicto e chega com moral para buscar o bicampeonato estadual.

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