23 de abril de 2016

Vasco ou Flamengo vence a semifinal do Campenota Carioca?

Pela semifinal do Estadual, Vasco e Flamengo se enfrentam neste domingo, às 16h, em jogo único, por uma vaga na decisão, na Arena da Amazônia. Os cruzmaltinos, campeões da Taça Guanabara, têm a vantagem do empate. Já os rubro-negros, para chegarem a final, precisam acabar com o jejum de oito jogos sem vitória sobre o Vasco.

Sede do PMDB em Natal amanhece pichada


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"Fora Cunha", "Temer golpistas" e "Fora Temer, Walter golpista"foram algumas das frases pichadas no muro da sede do partido no Rio Grande do Norte, onde a principal liderança é o candidato a governador e ex-ministro Henrique Eduardo Alves; protestos foram dirigidos ao presidente da Câmara, ao vice-presidente e ao deputado federal Walter Alves, único do PMDB no Estado que participou da votação do impeachment.

Pau dos Ferros/RN: Casal de assaltantes é preso após também terem sido assaltados.


Quadrilha presa por assaltos e roubos

Entenda o caso: um casal da cidade de São Francisco do Oeste, sendo o homem identificado como Luiz Brilhante da Silva, 37 anos, e uma menor, procuraram a polícia para denunciar que foram assaltados em Pau dos Ferros.

Com a informação, a Polícia realizou uma operação e prendeu a quadrilha responsável pelo assalto, Relembre AQUI.

Segundo o casal, a denuncia foi motivada pelo furto de uma moto Honda CG cor verde ano 1999 placa MNI 2962 – PB sem identificação da cidade e dois aparelhos celulares. Além da denuncia, eles apontaram os responsáveis pelo crime.

Entretanto, a surpresa aconteceu quando a quadrilha presa denunciou que o casal que acusavam eles de roubo, também estava sendo responsável por roubo de celulares em Pau dos Ferros.

No mesmo instante, a polícia deu prosseguimento a operação e prendeu os dois e, desta forma, identificou que o casal, encabeçado por Luiz Brilhante, tinha realizado alguns assaltos em Pau dos Ferros. Com a descoberta, eles confessaram ter assaltado uma menina na quarta-feira por trás do Cocobambu e outra no Princesinha, apontando os celulares apreendidos como sendo os das vítimas.

Os aparelhos já foram identificados e entregue aos seus proprietários.

Diante disto, a polícia realiza dois alertas: o primeiro seria para sempre que acontecer algum crime, a polícia deve ser comunicada através do Boletim de ocorrência, do contrário, não há como investigar e devolver os aparelhos recuperados.

Além disto, todas as pessoas que foram vitimas de roubo realizado por um casal, deve procurar a polícia para reconhecimento.
 
blogdojp

Ninguém quer ir para o governo Temer?


Vendido para a opinião pública como um projeto "de salvação nacional", destinado a "pacificar o País", o eventual futuro governo Michel Temer vem tendo dificuldades para montar uma equipe; ligado ao senador Aécio Neves (PSDB-MG), Armínio Fraga recusou convite para a Fazenda, assim como Marcos Lisboa, que disse que só um presidente legitimado pelo voto poderia fazer reformas; na Justiça, dois nomes cotados, Nelson Jobim e Carlos Ayres Britto, refugaram; para completar o quadro, o PSDB deve ficar de fora porque, de um lado, José Serra só iria se tivesse mais poder do que o próprio Temer; de outro, os rivais de Serra no PSDB desconfiam do projeto presidencial do senador paulista; até agora, Temer não conseguiu pacificar nem seus aliados tucanos no golpe.

22 de abril de 2016

O mundo inteiro denuncia o golpe brasileiro


"O espetáculo deplorável da “assembléia de bandidos” de 17 de abril de 2016 impactou o mundo, e cristalizou a percepção de que o impeachment aprovado por 367 “bandidos” é uma violência contra a Constituição e o Estado Democrático de Direito. Como o Brasil ofereceu este espetáculo deplorável ao mundo? Essa pergunta só pode ser respondida se anotado o papel determinante e fundamental da Rede Globo – secundada por outras empresas da mídia – e de setores do Judiciário, Ministério Público e Polícia Federal"; a afirmação é do colunista Jeferson Miola; ele frisa que "na guerra pela verdade, como não contam com uma Rede Globo mundial, os golpistas estão perdendo"; "E estão perdendo de goleada: The Economist, Guardian, El país, Le monde, Financial Times, Reuters dizem que é golpe; Wall Street Journal, Washington Post, El País, Le Parisien, Irish Times, New York Times, Pravda, Granma também dizem que é golpe; La Nación, Ladiaria, El observador, Clarín dizem o mesmo; Al Jazeera, Fox News Latina, CNN etc etc dizem o mesmo: é um golpe de Estado", reforça.
247

Deputados enviados para confrontar Dilma são barrados na ONU

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, pode muito, quase tudo, no Brasil. Mas o medo de enfrentá-lo é algo que se restringe ao país. Enviados por Cunha para acompanhar e contestar a fala de Dilma Rousseff na ONU, os deputados José Carlos Aleluia (DEM) e Luiz Lauro Filho (PSB) foram barrados na entrada. Não adiantou quererem dar carteirada, se dizerem parlamentares brasileiros, da oposição, mostrar carta de Cunha e fotografia da família. Ouviram um rotundo "Não".

Para tentar o acesso, eles pediram ao embaixador brasileiro, Antonio Patriota, que os credenciasse. Mas Patriota igualmente disse "Não". Para não ser totalmente deselegante ofereceu uma credencial simples, que só daria acesso ao prédio, mas não ao plenário onde estariam as autoridades.

"É um absurdo. Foi feita solicitação oficial do Poder Legislativo, através do Itamaraty, que é soberano para nos dar o credenciamento. Patriota está obstruindo o Parlamento e será denunciado por prevaricação. O Itamaraty não é um órgão do PT."

Ao saberem que Dilma não expressou a palavra "golpe" na sua fala, Aleluia atirou confete para o alto e disse que foi sua presença que intimidou a presidenta.

Ciro: Cunha é “bandido” e “comprou 250 deputados”


Ex-ministro Ciro Gomes (PDT-CE) disse que o sistema político brasileiro está em colapso e que atualmente o país passa por um vácuo de poder; "Esse vácuo é substituído por interesses pessoais, um movimento de ascensão pentecostal e ladroeira. Eduardo Cunha não virou presidente da Câmara - sendo o bandido que é - por acaso. Ele comprou 250 deputados", disparou durante evento promovido pela Universidade Harvard e o MTI; ele também criticou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) por não ter realizado as reformas estruturantes necessárias ao país em troca de alterações na Constituição visando assegurar a sua reeleição em 1998.

brasil247

Ministro do STF determina quebra de sigilos de José Agripino e do filho dele

O senador José Agripino Maia (RN), presidente do DEM (Foto: Pedro França/Ag.Senado) 
O senador José Agripino Maia (RN), presidente do
DEM, em imagem de arquivo
(Foto: Pedro França/Ag.Senado)
 
O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, determinou a quebra dos sigilos fiscal e bancário do presidente do DEM, senador José Agripino Maia (DEM-RN), líder da oposição no Senado, referentes ao período de 2010 a 2015, e de mais 15 pessoas e empresas ligadas ao parlamentar.

A quebra de sigilos foi apresentada no mês passado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que investiga desde outubro de 2015 o suposto envolvimento do senador com fraudes na obra da Arena das Dunas, estádio construído em Natal para a Copa de 2014.

Por meio de sua assessoria, Agripino afirmou ao G1 que "as providências requeridas vão acelerar o processo de esclarecimento dos fatos investigados". "Tenho certeza que tornarão clara a improcedência da acusação que me é feita, de conduta irregular na construção da Arena das Dunas", declarou.

Entre as pessoas que também tiveram os sigilos quebrados estão o filho de Agripino, o deputado federal Felipe Maia (DEM-RN), assim como outros familiares do senador, assessores parlamentares e servidores públicos. Duas das empresas atingidas com a quebra de sigilo são do deputado e outras são ligadas ao filho dele ou estão, segundo a Procuradoria Geral da República, "em nome de interpostas pessoas - laranjas"
O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, determinou a quebra dos sigilos fiscal e bancário do presidente do DEM, senador José Agripino Maia (DEM-RN), líder da oposição no Senado, referentes ao período de 2010 a 2015, e de mais 15 pessoas e empresas ligadas ao parlamentar.

A quebra de sigilos foi apresentada no mês passado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que investiga desde outubro de 2015 o suposto envolvimento do senador com fraudes na obra da Arena das Dunas, estádio construído em Natal para a Copa de 2014.

Por meio de sua assessoria, Agripino afirmou ao G1 que "as providências requeridas vão acelerar o processo de esclarecimento dos fatos investigados". "Tenho certeza que tornarão clara a improcedência da acusação que me é feita, de conduta irregular na construção da Arena das Dunas", declarou.

Entre as pessoas que também tiveram os sigilos quebrados estão o filho de Agripino, o deputado federal Felipe Maia (DEM-RN), assim como outros familiares do senador, assessores parlamentares e servidores públicos. Duas das empresas atingidas com a quebra de sigilo são do deputado e outras são ligadas ao filho dele ou estão, segundo a Procuradoria Geral da República, "em nome de interpostas pessoas - laranjas"

G1

Discurso de Dilma na ONU em referência ao golpe: "O brasileiro saberá impedir quaisquer retrocessos


Na cerimônia de assinatura do Acordo de Paris, sobre Mudanças Climáticas, na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), nesta sexta (22), a presidente Dilma Rousseff fez uma breve referência ao golpe que está em curso no Brasil; "Não posso terminar a minha fala sem mencionar o grave momento que vive o Brasil. O Brasil é um grande país, com uma sociedade que soube vencer o autoritarismo e construir uma pujante democracia, um povo trabalhador que tem grande apreço pela liberdade, que, acredito, saberá impedir quaisquer retrocessos. Sou grata a todos os líderes que expressaram a mim sua solidariedade", disse ela antes de finalizar seu discurso 

247

Prefeituras precisam prestar contas da Educação em 2015 até o fim deste mê

 
As prefeituras têm até o dia 30 de abril para cadastrar no Siope – Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação os gastos que a administração municipal teve com a área no ano de 2015. Além de ter que comprovar que a Administração municipal investiu pelo menos 25% do seu orçamento na Educação, como determina a Constituição Federal, o atendimento à demanda é indispensável para se manter habilitada a receber repasses federais.
“A prefeitura que atrasar ou não enviar os dados ao Siope entrará automaticamente na lista do Cauc – Serviço Auxiliar de Informações para Transferências Voluntárias, e assim ficará impedida de receber qualquer transferência voluntária da União ou de celebrar novos acordos com quaisquer órgãos federais”, explica Walter Penninck Caetano, diretor da Conam.
O preenchimento dos dados deve ser feito por meio de um sistema eletrônico disponível para download no portal do FNDE – Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. De acordo com levantamento realizado no início de abril, dos 5.568 municípios brasileiros, apenas um pouco mais de 600 municípios já o fizeram. Ou seja, aproximadamente, 10%
Fonte: Ascom

21 de abril de 2016

Prince é encontrado morto em casa aos 57 anos

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Cantor pop norte-americano Prince, de 57 anos, foi encontrado inconsciente em sua casa em Minnesota e mais tarde foi declarado morto, segundo reportanges na imprensa dos Estados Unidos; Prince, um cantor e compositor inovador cuja música combinou jazz, funk e disco, é mais conhecido por canções de sucesso como "Purple Rain", "Kiss" e "Raspberry Beret" e era considerado  como uma das forças mais inventivas e excêntricas da música pop norte-americana; ele entrou para o Rock and Roll Hall of Fame em 2004.

brasil247

Governador Robison Faria é desmacarado por Movimentos sociais em Assu/RN


 




Movimentos sociais e sindicais de Assu organizaram  um ato público a favor da democracia e contra o golpe. O ato ocorreu ontem (20)  na visita do governador Robson Faria   para inauguração de um conjunto de casas populares do programa do Governo Federal " O minha Casa minha Vida". Segundo Informações de um dos organizadores, Eurian Leite (Coordenador do Comite LGBT Brasil e Inter-Americas na empresa Public Services International e secretário do movimento LGBT da FETAM/RN )  a participação popular surpreendeu a todos, os populares  juntaram-se aos movimentos sociais para expressar sua  insatisfação com a atitude do governador e demais políticos do RN ao assumirem  posicionamento  a favor da saída da presidente Dilma.

fotos facebook de Eurian leite

Deputados clientes de prostituta de luxo do DF votaram sim pela família



Da Folha de S. Paulo


Companhia constante de políticos entre terças e quintas-feiras (a tradicional semana parlamentar em Brasília), a loura de 36 anos, estilo mignon e cabelos longos contabiliza entre os seus clientes um placar unanimamente favorável ao impeachment da presidente Dilma Rousseff.
"Tenho quatro deputados da atual legislatura entre os meus clientes, de diferentes partidos. Minha bancada é poderosa", gaba-se a garota de programa, que oscila temporadas como acompanhante fixa de homens ricos e poderosos na Capital da República.
"Todos votaram a favor do impeachment", conta ela, que foi surpreendida, assim como governo, pela mudança de posição de última hora de um deles.
O resultado caseiro reflete a votação (367 sim e 167 não) do domingo (17), no plenário da Câmara dos Deputados, e está registrado em mensagens de WhatsApp.
Sob condição de sigilo, a acompanhante de luxo abre o aplicativo do celular e passa a exibir orgulhosa as inúmeras mensagens trocadas com um parlamentar do PMDB, dois do PP e um quarto do PR, durante a votação do impeachment e também no dia seguinte.
O conteúdo da intensa comunicação arquivada em seu iPhone 6, protegido por uma capinha dourada, demonstra a intimidade cultivada ao longo dos últimos quatro anos.
De um parlamentar do Rio de Janeiro, a loura recebeu um link no qual o nobre deputado aparece dedicando o voto pelo "sim" ao impeachment à família e fazendo uma ode à cidade onde tem sua base eleitoral. "Parabéns, vi você agora", digitou ela em resposta. "Os bons vão permanecer."
O texto enviado no início da noite de domingo, no calor da votação, foi enfeitado com uma sequência de emojis, entre eles oito aplausos.
O deputado retribuiu dois minutos depois com a imagem de um coração solitário, encerrando temporariamente a comunicação.
Os dois se conheceram em uma festa de aniversário de um outro parlamentar, na qual ela era uma das 20 mulheres convidadas para entreter dez deputados amigos do dono da festa. "Era tudo muito cafona e caro", recorda-se.
No reagabofe em 2014, ela se perfilou em um "corredor polonês" de meninas. Foi uma das escolhidas pelo líder de uma bancada, com quem dividiu uma suíte no hotel cinco estrelas, cuja ala presidencial foi alugada para a festança.
"Ninguém fala em dinheiro nessas horas, mas os presentes e a grana vêm naturalmente depois, ao virar a eleita de um cara desses", diz.
Ela não esconde a inveja de um amiga que ganhou um par de sandálias Christian Louboutin logo depois do primeiro encontro.
A brasiliense entrou no círculo íntimo do poder graças às conexões de uma conhecida cafetina. Procurada pela Folha, a "promoter" desligou o celular ao saber do teor da reportagem.
RESCALDO
Um dia depois da votação do impeachment, o WhatsApp da loura continua bombando com o rescaldo da votação.
Na segunda-feira, um parlamentar de São Paulo, o mais conhecido da lista de clientes declarados dela –ou de amigos íntimos como prefere defini-los– envia o link do YouTube que imortalizou seu voto "por amor ao Brasil e à filha".
O deputado do PP está exultante com a repercussão do seu "sim" entre o público que assistia à sessão em um telão na avenida Paulista, em São Paulo.
A acompanhante de luxo brasiliense só não foi brindada com uma justificativa de voto do seu amigo parlamentar que era tido como fiel ao governo até o último momento. "Fiquei chocada quando soube que ele mudou o voto. É o único da minha turma que é citado na Lava Jato."
Ela encerra o papo mostrando uma mensagem enviada também por um dos nobres deputados de "sua bancada". O parlamentar entra no clima de chacota que tomou as redes sociais, diante da enxurrada de dedicatórias às mulheres durante a votação histórica.
O meme ironizando o discurso moralista e hipócrita de suas excelências, listando o placar de esposas lisonjeadas (120), amantes zangadas (200), filhos falando "ai que mico" (300).
LOVE BOAT
Com a presença rara em Brasília de mulheres e filhos no fim de semana para acompanhar a sessão histórica, o circuito de festas privativas promovidas por parlamentares ficou, digamos, mais familiar.
No fim de semana de impeachment, nada das tradicionais baladas regadas a mulheres bonitas e muita bebida, que são definidas como "plataformas de relações públicas e de exercício de poder" por um lobista das antigas acostumado a frequentá-las.
São opções de lazer para políticos, empresários e a fauna que gira em torno do poder em Brasília.
Na atual legislatura, as festas mais famosas acontecem em um barco de um senador goiano, apelidado de "love boat". O senador também costuma emprestar o "barco do amor", que conta com uma única e luxuosa suíte, para amigos.
Outro cenário de noitadas é a casa de um senador mineiro no Lago Sul, que tem uma boate com um sugestivo palco de "pole dance". Periguetes com crachá do Congresso Nacional e outras que cobram por hora costumam disputar os convites para as baladas.
CAPITAL SEXY
Em outro circuito, Karina Sales, uma loura de 25 anos, 1m65 e 53 kg, conforme anúncio do site de acompanhantes Capital Sexy, diz que o impeachment foi frustrante em termos de movimento no já pouco aquecido mercado de sexo brasiliense.
"Por conta da política, o povo sumiu. Tá todo mundo preso nas sessões no Congresso. Esse impeachment é muito brochante", diz.
Ela é pessimista com os rumos do país e do próprio negócio, em tempos de crise política e econômica. "Gata, desce Dilma, sobe Temer, não vai mudar nada."
Karina cobra R$ 500 por programa, aceita todos os cartões de crédito e relata cenas de pechincha generalizada em tempos de Lava Jato: "Não interessa se é senador, deputado ou político menor, como prefeitos e vereadores que vêm atrás dos grandes, todos choram miséria na hora de fechar programa."
O mercado não está bom nem para peixe famoso. "Uma estrela pornô da produtora Brasileirinhas veio para Brasília para a temporada do impeachment e foi embora dois dias antes da votação", relata Artur Henrique, dono do site Capital Sexy, que promove os anúncios das acompanhantes de luxo. "O dinheiro sumiu", resume ele.
Já o garoto de programa Franco, do site Bofes.com, diz que não tem do que reclamar de Brasília. "Pra mim, crise não existe", garante ele, nascido em Fortaleza.
Como discrição é a alma do negócio, Franco não entrega a clientela VIP, disposta a pagar R$ 400 por um programa. "Se atendo político ou famoso, eu nem sei. Não tenho televisão em casa, só vejo Netflix."
No fim de semana da votação do impeachment, o fã de "House of Cards" diz ter sido sondado para uma "suruba" no Lago Sul. "Mas o cliente acabou não contratando ninguém. Acontece muito."
Segundo ele, o que tem bombado mesmo é a sauna de um dos hotéis mais tradicionais da Capital, ponto de encontro gay. "Os caras cobram muito barato, R$ 50. Ganham por quilometragem e na pegação fazem dez programas numa tarde", explica Franco.
Ele não se animou a tomar partido e se juntar à multidão dividida pelo "muro da vergonha" para acompanhar a votação neste domingo, 17. "Tendo ou não impeachment, nada muda. A máquina toda é corrompida."
Sua colega Karina também optou por outro programa para o domingão decisivo para o governo Dilma Rousseff. "Preferi bronzear meu corpitcho."
Com o bronzeado sempre em dia, a loura do WhatsApp passou o fim de semana da votação do impeachment fora de Brasília. Afinal, "era o dia da patroa ser homenageada". 


Por Eliane Trindade

“Vou às últimas consequência contra o golpe”: a entrevista de Dilma aos blogueiros


Ela


Houve um erro de cálculo no golpe levado a cabo por Michel Temer, Eduardo Cunha et caterva: Dilma e sua resiliência foram subestimadas.
Isso fica claro a cada dia, quando seu discurso, amparado em fatos, força gente como Aloysio Nunes e Romero Jucá, por exemplo, a explicar o inexplicável e partir para a desqualificação.
Na entrevista que concedeu a blogueiros na quarta à tarde no Palácio do Planalto, à qual estive presente, ela reforçou a narrativa que se mostrou vencedora e que tem nela, afinal, a força motriz: é golpe. Ponto.
Sem demonstrar qualquer sinal de abatimento, sentada à mesa redonda de um dos salões, ela abriu os trabalhos no ataque.
“Acho que o que está em questão não é o meu mandato apenas, mas também a democracia, portanto, a vida dos cidadãos comuns. O que está acontecendo é uma eleição indireta travestida de democracia”, afirmou.
Os conspiradores, em sua opinião, “deixaram tudo às claras”.  “Primeiro, o conspirador-mor, o presidente da Câmara”, começou.
Na sequencia, centraria fogo no vice. “Ele não teve voto, quem teve voto foi a presidente. O fulcro da ilegitimidade é que quem quer me substituir e conspirou para isso não tem voto popular. E só tem um jeito de se legitimar na democracia, é pelo voto popular”.
Dilma diz que lutará “em todas as trincheiras. Vencendo cada etapa.” Sinalizou a possibilidade de ir às ruas, se for cassada. Recusou-se a comentar sobre a proposta de eleições antecipadas, mas deixou claro que não considera a ideia nenhum absurdo.
“Nunca achei que estaria de novo lutando pela democracia”, falou. “Domingo, nós fomos premiados por uma votação que, em momento algum, tocou nos motivos pelos quais era necessário o impeachment.”
“Está em curso uma injustiça. Está em curso um processo viciado. O pecado original estava sentado na mesa, presidindo a sessão”.
Mais: “Nós estamos disputando quem são os verdadeiros democratas desse país. Nós mostraremos toda nossa indignação. Falhas e desvios.”
A mão bateu na mesa algumas vezes. “Eu não estou me vitimizando, eu sou vítima disso. Estou sofrendo a pior dos agravos, que é ser condenada injustamente.”
Levantei uma questão: se a conspirata era pública há tempos, houve alguma tentativa de confrontar Michel Temer? Se não houve, deveria ter havido?
“A história vai demostrar que os pais do golpe todos renegarão a criança. Em relação à carta, tive uma conversa em que ele dizia que era mais um desabafo do que qualquer outra coisa. O golpe atingiu seu auge com o vazamento para si mesmo. Ali rasga-se a fantasia. Nós estamos lidando com conspiradores que negam a conspiração. Depois, a partir de um determinado momento, quando se sentiram protegidos, se expressaram”.
“Golpe não se discute”, prosseguiu. “O golpe se recebe ou se dá”. Renato Rovai, da Revista Forum, voltaria ao tema.
Dilma ilustrou seu ponto com uma passagem do período de presa política. Ela ficou amiga, na Oban, de Jacob Gorender, dirigente comunista. Falavam-se através de uma “portinha”.
“O velho vira pra mim e diz uma coisa: nem tudo tem um objetivo claro. Eles não sabem de tudo. Ninguém sabe de tudo. A ação sempre é um pouco fragmentada. Tem uma certa opacidade na realidade. Não posso achar que a condução é linear”.
Nunca achou que Temer pudesse fazer o que fez?
“Eu achava que não, por um motivo não mencionável. Não mencionável. Não vale a pena a gente falar das pessoas. Eu não me presto a isso”.
Deu a entender que, quando questionava o vice, ele escapulia. “Chega lá e ele diz que não falou, que quem falou foi o cara [o jornalista]”.
“É importante lembrar que tem grupos fortes que escolhem agentes, e esses agentes mudam. Em momentos anteriores, os atores não estavam no PMDB, estavam no PSDB. O ator que foi retirado é aquele que foi vaiado numa manifestação que tinha que ser dele [Aécio]”.
“Vou até as últimas consequências contra o golpe. Continuo sendo presidente. Eu sou presidente da república.” Na sexta feira, Dilma estará na ONU e terá 5 minutos diante de chefes de estado. Dará seu recado.
O áudio com a íntegra da entrevista está aqui.

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DCM

20 de abril de 2016

Relator do golpe, Jovair é condenado pelo TRE

ANTONIO_AUGUSTO:
Deputado Jovair Arantes (PTB-GO), que apresentou texto favorável ao pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff como relator da comissão especial da Câmara, foi condenado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Goiás; ele é acusado de utilizar servidor comissionado da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) sem estar de férias ou licenciado do cargo durante sua campanha eleitoral de 2014; pena aplicada ao parlamentar seria uma multa de R$ 25 mil da qual ele disse que vai recorrer.

Golpistas com processos na Justiça

 :
Houve casos grotescos de cafajestice, como o da deputada Raquel Muniz (PSD-MG), que dedicou seu voto "contra a corrupção" ao marido Ruy Muniz, que é prefeito de Montes Claros. Um dia depois, o cônjuge foi preso. Outro caso deprimente é o do deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), que garantiu o decisivo 342º voto pelo impeachment de Dilma. Araújo teve o nome citado na lista de pagamentos feitos pela Odebrecht. Mas a lista dos falsos moralistas que aprovaram, "em nome de Deus e da família", é longa.

Golpistas já brigam pelo sonho do comando da "era Temer"



Senadores do PSDB já fazem exigências para aderir a um eventual governo de Michel Temer (PMDB); afirmaram à colunista Mônica Bergamo que a condição é a nomeação de José Serra para o Ministério da Fazenda; "Não participaremos em papel periférico", dizem; Serra defende apoio em qualquer circunstância; já o presidente da sigla, Aécio Neves, reclama da falta de legitimidade do mandato de Temer; em almoço com o economista Marcos Lisboa, presidente do Insper, também cotado para Fazenda, ouviu dele que só um governo "respaldado pelo voto" teria força para aprovar as medidas drásticas que consertariam a economia do país; em seu discurso de posse ‘ensaiado’, Temer prometeu unificar o país, mas não une nem seus aliados do PSDB

19 de abril de 2016

New York Times, em editorial: foi golpe


Assim como vários outros veículos da imprensa internacional, como The Guardian, El País, CNN e Der Spiegel, o NYT, maior jornal do mundo, também condenou o golpe parlamentar liderado por Eduardo Cunha & Cia, que transformou o Brasil numa república bananeira aos olhos do mundo; segundo editorial, as pedaladas fiscais foram um pretexto para um referendo sobre o PT, no poder desde 2003; “Dilma, que foi reeleita em 2014 por quatro anos, está sendo responsabilizada pela crise econômica do país e pelas revelações das investigações de corrupção que envolvem a classe política brasileira”, diz o texto, que ressalta que o processo é conduzido por políticos acusados de crimes mais graves do que os atribuidos à presidente; ainda há tempo para que o Senado e o Supremo Tribunal Federal corrijam a lambança.

247

18 de abril de 2016

Cunha, o Berlusconi brasileiro

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"Ao assegurar a aprovação do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, o deputado Eduardo Cunha consolidou-se como o Sílvio Berlusconi do atual momento político brasileiro", afirma o diretor do 247 em Brasília, Paulo Moreira Leite; ele lembra que assim como Berlusconi, que mesmo denunciado por corrupção, tornou-se o mais longevo primeiro ministro do pós-guerra na Itália, Cunha mostrou que domina um grupo de "conservadorismo extremo e reacionário" que garantiu 36 votos decisivos contra Dilma; "Com votação de ontem, Cunha deu um novo para consolidar um poder pessoal cuja dimensão surpreendeu os analistas mais aplicados -- pois sua máquina mostrou-se capaz de dar o primeiro passo de um golpe de Estado parlamentar no regime presidencialista brasileiro".

"Sem crime de responsabilidade é crime" diz Renan

O presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), não pretende imprimir um rito sumário ao processo de impeachment, aprovado na Câmara dos Deputados; Renan será pressionado pelo vice Michel Temer, pela oposição e por meios de comunicação interessados na cassação imediata da presidente Dilma Rousseff, mas já disse que "não irá manchar sua biografia"; a amigos, ele revelou que não repetirá a história de Auro de Moura Andrade, que declarou vaga a presidência da República, quando João Goulart foi deposto pelos militares; ex-militante do PCdoB, Renan se vê diante de um desafio histórico: o de encontrar uma saída política para a crise, preservando a democracia; em relação ao impeachment, ele já disse que "sem crime de responsabilidade é golpe.

17 de abril de 2016

Câmara aprova golpe parlamentar contra Dilma

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Às 23h07 deste domingo, a oposição atingiu o número de 342 votos necessários ao impeachment da presidente Dilma Rousseff, que poderá ser cassada sem ter cometido crime de responsabilidade; líder da minoria, deputado Bruno Araújo (PSDB-PE) foi o último a dar o voto necessário pelo golpe, quando eram contabilizados 135 votos contrários; agora, o processo será encaminhado ao Senado, onde será instalada uma comissão especial; se vier a ser aprovada pelo plenário, Dilma, a primeira mulher presidente, será afastada por 180 dias e o vice Michel Temer assumirá a presidência até o julgamento também pelo Senado.

Deputados vão votar denúncia contra a Presidenta Dilma hoje as 14 horas

 
A Câmara dos Deputados decide hoje (17) se aceita a denúncia de crime de responsabilidade contra a presidenta Dilma Rousseff acatada em dezembro pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Após mais de dois dias de discussão pelo plenário da Casa, o parecer do relator Jovair Arantes (PTB-GO), pela admissibilidade do impeachment, vai a voto a partir das 14h. A votação é aberta e cada um dos 513 deputados será chamado nominalmente para declarar sua posição. Para ser aprovado são necessários 342 votos favoráveis, ou dois terços da Casa.
O pedido que está em análise pelos deputados foi feito em outubro do ano passado pelos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Jr. e a advogada Janaína Pascoal.  
A sessão de votação será aberta com a fala do relator. O deputado Jovair Arantes terá 25 minutos para apresentar seu parecer a favor do impeachment. Depois, os 25 líderes partidários, além dos líderes do governo e da minoria, orientarão suas bancadas. A previsão de Eduardo Cunha é que o resultado da votação seja conhecido por volta das 21h.
Ordem de votação
Depois de anunciar que a ordem de chamada da votação seria iniciada pelos deputados da Região Sul e finalizada pelos da Região Norte, Cunha recuou e decidiu, na última quinta-feira (14), que a ordem da votação será alternada, começando pelos deputados de um estado do Norte. A decisão foi tomada horas antes de o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), em sessão extraordinária, rejeitar ação do PCdoB, que pedia a anulação das regras definidas pelo presidente da Câmara,
De acordo com decisão de Cunha, a ordem de chamada será a seguinte: parlamentares de Roraima, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Amapá, Pará, Paraná, Mato Grosso do Sul, Amazonas, Rondônia, Goiás, Distrito Federal, Acre, Tocantins, Mato Grosso, São Paulo, Maranhão, Ceará, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Piauí, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Bahia, Sergipe e Alagoas.
O processo de votação deverá durar cerca de quatro horas, uma vez que cada um dos 513 deputados, segundo cálculos da presidência da Casa, gastará, em média, 30 segundos para proferir seu voto.
“Estou prevendo quatro horas [de votação]. São 513, tem segunda chamada daqueles que não compareceram, tem o tempo de deslocamento até o microfone. [Somando] o gasto com cada procedimento desse meio minuto, serão 256 minutos, o que dá 4 horas e 16 minutos”, calculou Cunha.
Com menos de 342 votos, o pedido será arquivado. Se o resultado for favorável ao texto de Arantes, o processo segue para o Senado Federal analisar o processo de impeachment. Caso os senadores também acatem o parecer do relator e decidam que deve haver um julgamento quanto ao mérito, a presidenta é afastada por 180 dias e os senadores formarão uma nova comissão para analisar a denúncia.

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