12 de março de 2016

Lula recusou o cargo de Ministro porque é um Líder

 
A recusa de Lula é um gesto fundamentalmente moral. É corajoso, porque arrosta a arbitrariedade, e desprendido, porque preserva a presidenta. É mais uma lição do ex-retirante, ex-engraxate, ex-metalúrgico, ex-sindicalista para a educação política desta e de outras gerações. Isso é incompreensível para os abutres que tentam medi-lo pela régua de seu próprio e mesquinho caráter. Lula não é mesmo um ex-presidente qualquer. Lula é um líder. 

Plantão Brasil

Resturante popular da UERN em Mossoró foi oficialmente inaugrado essa semana

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O restaurante popular da Uern em Mossoró  começou a funcionar em janeiro e foi oficialmente inaugurado pelo governador Robinson Faria nessa semana. A iniciativa  faz parte do programa de segurança alimentar estadual que garante refeição diária com alto valor nutritivo ao preço simbólico de R$ 1. O subsídio pago pelo Governo por refeição chega a R$ 8. Atualmente, no Rio Grande do Norte, existem 25 restaurantes populares divididos em 20 municípios, fornecendo 19 mil refeições de segunda a sexta-feira.
10.03  UERN

"Matem estes filhos da puta que eu arquivarei o inquérito”


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Membro do Ministério Público de São Paulo, Rogério Leão Zagallo defendeu a morte de manifestantes em sua página no Facebook; "Alguém poderia avisar a Tropa de Choque que essa região faz parte do meu Tribunal do Júri e que se eles matarem esses filhos da puta eu arquivarei o inquérito policial", afirmou; e é ele quem será o responsável pela investigação dos PMs suspeitos de terem assassinado duas pessoas já rendidas na zona oeste da capital paulista
- "Alguém poderia avisar a Tropa de Choque que essa região faz parte do meu Tribunal do Júri e que se eles matarem esses filhos da puta eu arquivarei o inquérito policial".

Se Lula for preso pelo que não tem, como fica FHC?



O pedido de prisão formulado por três procuradores do Ministério Público de São Paulo contra o ex-presidente Lula parte de uma premissa falsa: a de que ele seria dono de um imóvel meia-boca no Guarujá (SP); no entanto, se Lula fosse preso por algo que poderia ter sido dele, mas comprovadamente não é, qual seria o destino do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, cuja ex-amante, Mírian Dutra, ex-repórter da Globo, o acusa de ter dois imóveis de altíssimo luxo, em Paris e Nova York, registrados em nome de um laranja? Coincidência ou não, os incendiários da política e da mídia subitamente se transformaram em bombeiros e passaram a defender prudência; imóveis atribuídos a FHC valem 50 vezes mais do que o que não pertence a Lula.

11 de março de 2016

Dilma: “Ninguém tem direito de pedir minha renúncia”


Presidenta diz que "não está resignada diante de nada", ao negar reportagem da Folha de S. Paulo nesta sexta-feira 11, e afirma que "ninguém tem o direito de pedir" sua renúncia; "Solicitar a minha renúncia é reconhecer que não há base para o impeachment", afirmou à imprensa, acrescentando que o governo lutará contra o processo; Dilma pediu também "mais seriedade" da imprensa e criticou o "clima de vazamento absolutamente seletivos" no País; "Por que, de 400 páginas, vazaram só páginas que diziam respeito a mim?", questionou, sobre a suposta delação do senador Delcídio Amaral (PT); ela também disse que teria "o maior orgulho" de ter o ex-presidente em seu governo, mas não quis comentar se isso de fato ocorreria.

Promotores do MP-SP não têm provas contra Lula


Rejeitada inclusive por parcelas respeitáveis da oposição, o pedido de prisão preventiva contra Lula é apenas expressão da fraqueza fundamental da denúncia do Ministério Público de São Paulo: a denúncia não consegue demonstrar seu ponto; é o que afirma o jornalista Paulo Moreira Leite, diretor do 247 em Brasília; "Com 179 páginas e uma linguagem agressiva e panfletária, a denúncia é incapaz de demonstrar por que se deve acreditar que Lula e sua mulher são os verdadeiros proprietários de um apartamento do Guarujá", diz; "Sem fatos consistentes nem provas materiais, com base em testemunhas que falam na situação de quem ouviu dizer, a denúncia multiplica ataques políticos e morais contra Lula, mas transforma suas suspeitas numa questão de fé ou crença -- elementos que nada tem a ver com a Justiça", acrescenta.

brasil247

Promotor de Justiça se envolve com drogas e vive como mendigo em casa abandonada na Paraiba



O promotor de Justiça, João Anísio Chaves Neto, um dos mais combativos do Ministério Público da Paraíba, que atuou por vários anos na promotoria de Guarabira e Belém, foi fotografado em condições degradantes de sobrevivência. Dr. João está vivendo com drogados e mendigos, dormindo em cima de uma tábua numa casa abandonada.

Circula nas redes sociais, fotografias feitas pelo “companheiro” do promotor. O homem, possivelmente drogado fez uma selfie mostrando Dr. João dormindo e com um ferimento no rosto. Na imagem é possível observar cigarro (ele é fumante) e o celular.

Não possível identificar qual o local exato onde encontra-se João Anísio, mas pelo aspecto pode se tratar de uma construção inacabada, em alguma periferia.

João Anísio Chaves Neto sempre foi considerado um dos mais brilhantes representante do Ministério Público e defendeu com denodo as bandeiras de interesse da sociedade. Frequentemente convidado para entrevistas em emissoras de rádio na região do Brejo, ele tinha o reconhecimento da opinião pública pela defesa que fazia do cumprimento da legislação.

Foi na cidade de Belém que João Anísio começou a enveredar para o caminhos das drogas e a se envolver com mulheres. Casado, pai de uma filha, mas com uma vida desregrada, João perdeu a esposa e aos poucos foi sendo engolido pelas drogas. O envolvimento em situações de bebereira, condução de veículo Familiares contaram a amigos que todo tipo de ajuda foi buscada para tentar resgatá-lo, mas ele não aceita.

Informação levantada pela reportagem aponta que o Ministério Público da Paraíba, por causa das consequências provocadas pelas drogas e da impossibilidade de continuar trabalhando, o MP teria decidido pela aposentadoria de João Anísio.

MEC divulga cursos que serão avaliados no Enade 2016

 Regras para o Enade 2016 foram publicadas no Diário Oficial da União desta quinta-feira (10)
O Ministério da Educação (MEC) publicou, nesta quinta-feira (10), as regras para o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) e os cursos que serão avaliados na edição de 2016. A prova será aplicada no dia 20 de novembro. Os dados estão presentes em portaria publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (10).
Neste ano, será avaliado o desempenho dos estudantes dos cursos de bacharel em agronomia, biomedicina, educação física, enfermagem, farmácia, fisioterapia, fonoaudiologia, medicina, medicina veterinária, nutrição, odontologia, serviço social e zootecnia.
A prova também será feita por estudantes dos cursos de tecnólogo nas áreas de agronegócio, estética e cosmética, gestão ambiental, gestão hospitalar e radiologia.
O objetivo do exame é avaliar o conhecimento dos estudantes do último ano dos cursos de graduação sobre o conteúdo programático, suas habilidades e competências.
O resultado é usado para compor índices que medem a qualidade de cursos e instituições de ensino superior. Os estudantes devem fazer o Enade para obter o diploma, no entanto, não existe um desempenho obrigatório aos alunos.
Fonte: Portal Brasil, com informações da Agência Brasil

10 de março de 2016

Governo adota novas estratégias para aperfeiçoar a governança digital

 Além da prestação de serviços de forma digital, são pilares da estratégia o estímulo a participação da sociedade nas políticas públicas e a ampliação do acesso à informação
O governo federal iniciou nesta quarta-feira  (9) a implantação de um novo modelo na gestão de Tecnologia da Informação (TI) com a publicação da Estratégia de Governança Digital (EGD). A partir de agora, as ações de TI serão reposicionadas para atender às necessidades dos cidadãos brasileiros.
Portaria nº 68, publicada no Diário Oficial da União, orientará o trabalho dos 224 órgãos integrantes do Sistema de Administração dos Recursos de Tecnologia da Informação (SISP) até 2019. O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MP) é o órgão central do sistema.
“Em nossa vida pessoal, não fazemos nada sem as ferramentas de TI e também é assim nas organizações públicas. A nossa meta é que o cidadão, pelo celular, entre nos portais do governo e resolva todas as suas necessidades de forma prática e rápida sem precisar ir presencialmente a uma agência”, exemplifica o secretário de Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Cristiano Heckert.
A principal tarefa da STI com os órgãos, neste primeiro semestre, será a identificar quais serviços governamentais podem ser migrados para o mundo digital. Todas as informações coletadas serão disponibilizadas no Portal de Serviços Governamentais.
A EGD estabelece os objetivos estratégicos, metas e indicadores para a TI dar suporte às atividades-fim dos órgãos no âmbito da Política de Governança Digital, criada pelo Decreto nº 8.638 em 18 de janeiro de 2016.
“Queremos um governo 100% digital. Vamos investir na qualidade de vida do cidadão, pois o tempo é o nosso bem mais precioso. Não podemos perdê-lo em filas ou circulando em diversos órgãos”, afirma o secretário.
Além da prestação de serviços de forma digital, são pilares da estratégia o estímulo a participação da sociedade nas políticas públicas e a ampliação do acesso à informação. A Estratégia de Governança Digital promove, por exemplo, a publicação de informações em formato aberto no Portal de Dados Abertos (dados.gov.br).
“Queremos nos aproximar dos cidadãos aproveitando o potencial que os avanços tecnológicos nos permitem. Temos como objetivo de médio prazo ter mecanismos de democracia direta pelos canais digitais”, complementa Heckert.
Elaboração
O trabalho para a construção da EGD começou no primeiro semestre de 2015. Para elaborar o documento, a Secretaria de Tecnologia da Informação (STI) realizou um seminário, três oficinas e abriu consulta pública no Portal da Participação Social (Participa.br) para receber sugestões de gestores, servidores, academia e sociedade em geral.
Fonte: Ministério do Planejamento

9 de março de 2016

Pronatec terá 2 milhões de matrículas em 2016

 Para possibilitar essa quantidade de matrículas e fortalecer o Pronatec, o MEC firmou uma parceria com as entidades do Sistema S
A presidenta Dilma Rousseff anunciou nesta quarta- feira (9) a oferta de 2 milhões de vagas para o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) para este ano. A iniciativa governamental, criada em 2011, vai oferecer cursos técnicos e profissionalizantes nos institutos federais de educação, ciência e tecnologia, no Sistema S, além de escolas estaduais e municipais. Do total de vagas ofertadas para 2016, estão previstas 372 mil em cursos técnicos e 1,627 milhão em cursos de qualificação profissional.
Para possibilitar essa quantidade de matrículas e fortalecer o Pronatec, o Ministério da Educação (MEC) firmou uma parceria com as entidades do Sistema S. Participam desta parceria Senai, Senac, Senar, Senat e Sebrae. Outros ofertantes do programa são os institutos federais e as redes estaduais e municipais.
Um dos destaques do programa em 2016 é o fortalecimento do Pronatec EJA (Educação de Jovens e Adultos): aqueles que, por algum motivo interromperam seus estudos, terão a oportunidade de participar do programa tendo seus conhecimentos, oriundos do trabalho e de experiências anteriores, valorizados e aproveitados ao longo dos cursos.
O Pronatec EJA se relaciona diretamente à meta 10 do Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê, até 2024, a oferta de no mínimo 25% das matrículas de jovens e adultos nos ensinos fundamental e médio, vinculadas à educação profissional.
Os estudantes do programa também poderão optar pelo e-Pronatec, que os permite estudar onde e quando preferir, de acordo com a própria disponibilidade. O aluno vai estudar por meio de plataformas digitais, simuladores, animações e outros métodos de aprendizagem na internet, na TV Escola e em demais canais educativos, ofertados principalmente pelos institutos federais e pelo Sistema S.
O Pronatec
Em geral, são oferecidos pelo Pronatec dois tipos de formação: cursos técnicos de maior duração, que variam de um ano e meio a dois anos, e cursos de qualificação profissional de curta duração, que vão de dois a três meses até seis meses.
Todos os cursos são gratuitos, e o aluno ganha a matrícula, os livros, o uniforme, o material para usar nas aulas práticas e até auxílio para alimentação e o transporte. Os cursos são divididos principalmente nas áreas da indústria, comércio, agricultura e transportes.
Dos beneficiados do Pronatec, 70% são jovens com até 29 anos, 60% são mulheres e um terço das matrículas é no Nordeste.
De 2011 a 2015, o Pronatec registrou 9,4 milhões de matrículas entre cursos técnicos e de qualificação profissional. Em 2015, foram 1,3 milhão de matrículas, sendo os cursos técnicos mais procurados: técnico em informática, técnico em segurança do trabalho e técnico em logística. Na parte dos cursos de qualificação profissional, os mais requisitados foram operador de computador, assistente administrativo e horticultor orgânico.
Fonte: Ministério da Educação

Procuradoria-Geral solicita ao TJ autorização para investigar o deputado Getúlio Rêgo

A Procuradoria-geral de Justiça solicitou ao Tribunal de Justiça abertura de Procedimento Investigatório Criminal contra o deputado Getúlio Rêgo.
O Ministério Público encaminhou nesta quarta-feira (9) ao Tribunal de Justiça do RN (TJRN) pedido de autorização para abertura de Procedimento Investigatório Criminal (PIC) contra o deputado estadual Getúlio Rêgo (DEM). A solicitação foi realizada após a realização de diligências preliminares, como a requisição de documentos à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte.
O parlamentar apresentou espontaneamente manifestação endereçada ao procurador-geral de Justiça (PGJ), Rinaldo Reis Lima. No entanto, segundo a procuradoria, as argumentações expostas na peça não afastam a necessidade de apuração dos fatos.
Diante disso, o Ministério Público Estadual aguarda a definição do relator do pedido e o posicionamento do Tribunal quanto ao pedido de autorização protocolado. O TJ informou que o processo, que é de caráter sigiloso, foi distribuído para relatoria do desembargador Ibanez Monteiro. Não há prazo fixado para a decisão do desembargador.
 
nominuto.com

8 de março de 2016

“Dr. Janot, por que não abre nada contra o Aécio?”

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Durante ato em defesa da liberdade de expressão e contra a tentativa da Rede Globo de censurar blogs e mídias alternativas, no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, nesta segunda-feira 7, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) lembrou que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) é citado por três delatores na Operação Lava Jato; "Se é um petista, vai para a TV Globo. Quando é Aécio, a gente só sabe quando é arquivado", disse; em um discurso duro, Lindbergh criticou também o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso – que não foi investigado, segundo ele, por ter um apartamento em Paris – e a ex-presidenciável Marina Silva, que falou ao Globo sobre "milícias do PT"; "Vergonha, Marina! As milícias que estão se armando não são do PT, são do Bolsonaro, que está em aliança com o PSDB", disse; assista 

brasil247

Exército reafirma compromisso com a "legalidade" e desmente Globo

Demonstrando uma distância dos incendiários golpistas da grande mídia e da oposição, as Forças Armadas reafirmaram seu compromisso com a "legalidade, com foco na estabilidade social e respaldada na legitimidade creditada pela população". A afirmação é do general do comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, em mensagem interna aos oficiais da reserva. 
Em comunicado interno, o comandante do Exército Villas Bôas demonstra a distância do golpismo.
Otávio do Rêgo Barros, do Centro de Comunicação do Exército, por meio de nota, repeliu a boataria de que oficiais militares teriam oferecido "reforços" para governadores, a fim de garantir a paz e a ordem durante os protestos marcados para o dia 13 de março.

"Quando empregamos tropas em eventos de pacificação ou de garantia da lei e da ordem, a determinação nos é dada por meio da Presidência da República. Se algum governador desejar a participação das tropas para qualquer coisa, tem que pedir à Presidência, esse é o fluxo", disse o general, reafirmando a sua lealdade à presidenta Dilma Rousseff.

Ele afirmou ainda, em entrevista ao jornal Valor, que a mensagem principal do Exército é pedir "união" neste momento de crise. "É essencial que as Forças Armadas, até pela credibilidade que têm, tenham papel completamente institucional e de Estado. Consideramos muito importante que a instituição fique pairando acima de qualquer viés ideológico", diz Villas Bôas.

Pedido da Globo

No domingo (6), os porta-vozes da Globo, os colunistas Ricardo Noblat e Merval Pereira, lançaram o. Noblat dizia que os militares cobravam de seus interlocutores no meio político uma solução rápida para a crise que eles ajudaram a criar. Merval chegou a dizer que generais estavam prontos para colocar tropas nas ruas.

Assim como fizeram no golpe de 1964, a Globo ainda acha que incitar o golpe criaria o ambiente perfeito para insuflar as manifestações de 13 de março. a julgar pela nota do general Rêgo Barros, a estratégia dos colunistas da Globo não surtiu o efeito esperado. além de uma reação popular, dezenas de lideranças políticas nacionais e internacionais, além de autoridades expressaram sua indignação diante da arbitrária condução coercitiva contra o ex-presidente Lula, fortalecendo a onde em defesa da legalidade e da democracia.

E por conta da sua atuação golpista, manifestantes ocuparam a frente da sede da Globo, no Rio de Janeiro, e a praia em frente ao tríplex em Paraty (RJ), imóvel atribuído aos donos da Globo – o que os Marinho negam.

Do Portal Vermelho, com informações de agências

Quem diria? Marina Silva junto aos golpistas

 
A ex-candidata derrotada Marina Silva - Rede - , a exemplo do ato vergonhoso que praticou ao apoiar Aécio Neves do segundo turno , corre paralelo a tentativa de golpe catando as migalhas dele, numa especie de oportunismo sem se preocupar com a sua própria desmoralização.
Max Tebaldi.

Brasil teve superávit comercial de US$ 1,239 bi na primeira semana de março

 A média diária das exportações, na semana, foi de US$ US$ 780,9 milhões
A balança comercial brasileira apresentou superávit de US$ 1,239 bilhão na primeira semana de março, que contou com quatro dias úteis. As exportações somaram US$ 3,124 bilhões e as importações, US$ 1,885 bilhão. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (7) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

7 de março de 2016

Oito de Março: dia Internacional da Mulher. SINDISERPRAN homenageia as mulheres sindicalistas


Globo aprende que não há golpe na democracia

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Este domingo histórico mostrou aos irmãos José Roberto, Roberto Irineu e João Roberto Marinho que é impossível, numa sociedade complexa e aberta como a brasileira, perpetrar um golpe branco dentro de uma democracia; se a Globo quiser mesmo levar adiante seu plano de derrubada da presidente Dilma Rousseff, prisão do ex-presidente Lula e extinção do PT, ela terá que contar, assim como em 1964, com todos os elementos de uma ditadura formal: censura aos meios de comunicação independentes, repressão policial, prisões, torturas e assassinatos; neste domingo, ao ser identificada pela população como artífice do golpe, a Globo viu uma megamanifestação diante de sua sede no Rio, a invasão do triplex dos Marinho em Paraty e ainda a hashtag #ForaRedeEsgoto se tornar um dos temas mais comentados do mundo; assustada, Globo pediu socorro aos militares, mas eles não virão,

247

6 de março de 2016

The New York Times faz crítica-denúncia à Rede Globo: "TV irrealidade que ilude o Brasil"

Globo New York Times
A jornalista Vanessa Barbara apresentou uma dura crítica à Rede Globo em sua coluna no The New York Times na última semana.
No artigo traduzido e veiculado no Brasil pelo UOL, a também colunista do Estadão e editora do site literário “A Hortaliça”, analisou um dia de programações da emissora e descreveu o ato de assistir ao canal como “se acostumar a chavões e fórmulas cansadas”.
As críticas vão dos telejornais aos talk shows e novelas.
Veja o texto na íntegra:
No ano passado, a revista “The Economist” publicou um artigo sobre a Rede Globo, a maior emissora do Brasil. Ela relatou que “91 milhões de pessoas, pouco menos da metade da população, a assistem todo dia: o tipo de audiência que, nos Estados Unidos, só se tem uma vez por ano, e apenas para a emissora detentora dos direitos naquele ano de transmitir a partida do Super Bowl, a final do futebol americano”.
Esse número pode parecer exagerado, mas basta andar por uma quadra para que pareça conservador. Em todo lugar aonde vou há um televisor ligado, geralmente na Globo, e todo mundo a está assistindo hipnoticamente.
Sem causar surpresa, um estudo de 2011 apoiado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontou que o percentual de lares com um aparelho de televisão em 2011 (96,9) era maior do que o percentual de lares com um refrigerador (95,8) e que 64% tinham mais de um televisor. Outros pesquisadores relataram que os brasileiros assistem em média quatro horas e 31 minutos de TV por dia útil, e quatro horas e 14 minutos nos fins de semana; 73% assistem TV todo dia e apenas 4% nunca assistem televisão regularmente (eu sou uma destes últimos).
Entre eles, a Globo é ubíqua. Apesar de sua audiência estar em declínio há décadas, sua fatia ainda é de cerca de 34%. Sua concorrente mais próxima, a Record, tem 15%.
Assim, o que essa presença onipenetrante significa? Em um país onde a educação deixa a desejar (a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico classificou o Brasil recentemente em 60º lugar entre 76 países em desempenho médio nos testes internacionais de avaliação de estudantes), implica que um conjunto de valores e pontos de vista sociais é amplamente compartilhado. Além disso, por ser a maior empresa de mídia da América Latina, a Globo pode exercer influência considerável sobre nossa política.
Um exemplo: há dois anos, em um leve pedido de desculpas, o grupo Globo confessou ter apoiado a ditadura militar do Brasil entre 1964 e 1985. “À luz da História, contudo”, o grupo disse, “não há por que não reconhecer, hoje, explicitamente, que o apoio foi um erro, assim como equivocadas foram outras decisões editoriais do período que decorreram desse desacerto original”.
Com esses riscos em mente, e em nome do bom jornalismo, eu assisti a um dia inteiro de programação da Globo em uma terça-feira recente, para ver o que podia aprender sobre os valores e ideias que ela promove.
A primeira coisa que a maioria das pessoas assiste toda manhã é o noticiário local, depois o noticiário nacional. A partir desses, é possível inferir que não há nada mais importante na vida do que o clima e o trânsito. O fato de nossa presidente, Dilma Rousseff, enfrentar um sério risco de impeachment e que seu principal oponente político, Eduardo Cunha, o presidente da Câmara, está sendo investigado por receber propina, recebe menos tempo no ar do que os detalhes dos congestionamentos. Esses boletins são atualizados pelo menos seis vezes por dia, com os âncoras conversando amigavelmente, como tias velhas na hora do chá, sobre o calor ou a chuva.
A partir dos talk shows matinais e outros programas, eu aprendi que o segredo da vida é ser famoso, rico, vagamente religioso e “do bem”. Todo mundo no ar ama todo mundo e sorri o tempo todo. Histórias maravilhosas foram contadas de pessoas com deficiência que tiveram a força de vontade para serem bem-sucedidas em seus empregos. Especialistas e celebridades discutiam isso e outros assuntos com notável superficialidade.
Eu decidi pular os programas da tarde –a maioria reprises de novelas e filmes de Hollywood– e ir direto ao noticiário do horário nobre.
Há dez anos, um âncora da Globo, William Bonner, comparou o telespectador médio do noticiário “Jornal Nacional” a Homer Simpson –incapaz de entender notícias complexas. Pelo que vi, esse padrão ainda se aplica. Um segmento sobre a escassez de água em São Paulo, por exemplo, foi destacado por um repórter, presente no jardim zoológico local, que disse ironicamente “É possível ver a expressão preocupada do leão com a crise da água”.
Assistir à Globo significa se acostumar a chavões e fórmulas cansadas: muitos textos de notícias incluem pequenos trocadilhos no final ou uma futilidade dita por um transeunte. “Dunga disse que gosta de sorrir”, disse um repórter sobre o técnico da seleção brasileira. Com frequência, alguns poucos segundos são dedicados a notícias perturbadoras, como a revelação de que São Paulo manteria dados operacionais sobre a gestão de águas do Estado em segredo por 25 anos, enquanto minutos inteiros são gastos em assuntos como “o resgate de um homem que se afogava causa espanto e surpresa em uma pequena cidade”.
O restante da noite foi preenchido com novelas, a partir das quais se pode aprender que as mulheres sempre usam maquiagem pesada, brincos enormes, unhas esmaltadas, saias justas, salto alto e cabelo liso. (Com base nisso, acho que não sou uma mulher.) As personagens femininas são boas ou ruins, mas unanimemente magras. Elas lutam umas com as outras pelos homens. Seu propósito supremo na vida é vestir um vestido de noiva, dar à luz a um bebê loiro ou aparecer na televisão, ou todas as opções anteriores. Pessoas normais têm mordomos em suas casas, que são visitadas por encanadores atraentes que seduzem donas de casa entediadas.
Duas das três atuais novelas falam sobre favelas, mas há pouca semelhança com a realidade. Politicamente, elas têm uma inclinação conservadora. “A Regra do Jogo”, por exemplo, tem um personagem que, em um episódio, alega ser um advogado de direitos humanos que trabalha para a Anistia Internacional visando contrabandear para dentro dos presídios materiais para fabricação de bombas para os presos. A organização de defesa se queixou publicamente disso, acusando a Globo de tentar difamar os trabalhadores de direitos humanos por todo o Brasil.
Apesar do nível técnico elevado da produção, as novelas foram dolorosas de assistir, com suas altas doses de preconceito, melodrama, diálogo ruim e clichês.
Mas elas tiveram seu efeito. Ao final do dia, eu me senti menos preocupada com a crise da água ou com a possibilidade de outro golpe militar –assim como o leão apático e as mulheres vazias das novelas.

Fonte: Pragmatismo Político

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